VOCÊ NÃO DÁ CONTA…

Praia de Porto de Galinhas by Kika Domingues

A beleza é aquilo que você não dá conta de ver sozinho. Ao ver algo bonito demais, você logo quer dividir com o outro.

Bartolomeu Campos de Queirós

canta, canta mais…

(“Canta, Canta Mais”  de Antônio Carlos Jobim – Tom Jobim – e  Vinícius de Moraes)

HÁ OS QUE NADA SENTEM.

HÁ OS QUE SENTEM MUITO E NADA FALAM.

HÁ OS QUE SENTEM E FALAM AO MESMO TEMPO.

E HÁ OS QUE SE RASGAM DE TANTO SENTIR E CANTAM.

Fabrício Capinejar

Se lembra Coração

By Kika Domingues –  Fev 2026


Se lembra Coração

Pra onde você for
Me leve com você
Não deixe de querer
Nem de gostar de mim
Pra onde você for
Eu quero ir com você
Não quero te perder
Viver longe assim
Me leve na cabeça
Ou antes que esqueça
Você pode me levar
Na fotografia
Ou se escutar
No rádio uma canção
Se lembra coração
Se lembra coração

Composição: Luiz Fidélis e Ferreira Filho Mastruz com Leite.

Cantada por Carlos Filho
@carlosfilho.7

Para saber mais sobre Carlos Filho

comer, rezar e amar… Feliz 2026

By Kika Domingues  – Jan/2026

Entregue tudo à terra e ao céu, regue quando puder, reze e dance, mas depois deixe florescer o que deve e que as folhas secas se arranquem sozinhas. O que vai, sempre deixa espaço para algo novo. E nunca pense que não há mais nada de bom para você, só que você precisa parar de conter o que precisa deixar ir.

Muito esforço é sinal de conflito com o universo.

Do filme: Comer, rezar e amar.

todo dia é dia de viver…

Milton fez aniversário e Lô Borges pegou o trem azul para as estrelas… Uma história linda sobre amizade; uma vida construída entre afetos, poesias e notas musicais, contada nesse vídeo pelo irmão e parceiro do Clube da Esquina, Márcio Borges. Aqui é só uma pequena parte dessa história; ela é muito maior♡.

A  sensação é de que perdi um grande amigo da infância e da mocidade♡ Um vazio nesse mundo cada dia mais duro e caótico. Perder um poeta dessa grandeza não é fácil!

Paz e Luz Lô! Por aqui vamos sublimando tudo ouvindo as suas poesias musicais, ou melhor, vamos viver as suas músicas…

em casa…

By Kika Domingues • Porto de Galinhas

REENCONTRO


[…]Eu vim aqui me buscar. E aqui parecia ser longe, muito longe do lugar onde eu estava, o medo costuma ver as distâncias com lente de aumento[…]

Vim aqui me buscar, com medo e coragem. Com toda a entrega que me era possível. Com a humildade de quem descobre se conhecer menos do que supunha e com o claro propósito de se conhecer mais. Vim aqui me buscar para varrer entulhos. Passar a limpo alguns rascunhos. Resgatar o viço do olhar. Trocar de bem com a vida. Rir com Deus, outra vez. Vim aqui me buscar para não me contentar com a mesmice. Para dizer minhas flores. Para não me surpreender ao me flagrar feliz. Para ser parecida comigo. Para me sentir em casa, de novo.

Vim aqui me buscar. Aqui, no meu coração.”

Ana Jácomo

Ana Jácomo

maria cecília por matheus, nachtergaele

Eu procuro alguém pra fazer uma poesia comigo
Tem que ser terno e triste
É essencial que seja triste

Gestos de poeira
Muita saudade e medo
Os olhos de até logo com jeitinho de adeus

Tem que ser distraído, sorrir à toa
Sempre querer chorar e nunca conseguir
E ter amado
Muito
E ter sofrido

E falar muito abandonadamente
E gestos de poeta que fala sozinho

É preciso ter jeito de quem está querendo ser criança outra vez
E as mãos de um jardineiro quando está chovendo
Que saiba muito como começar a sorrir
Mas nunca saiba como começar a falar

Mas a maior urgência que existe
O essencial
O muito essencial
É ser imensamente triste

Maria Cecília Nachtergaele

(Mãe de Maheus♡)

Pra levitar…

Eu me derreti por esse projeto ☆DOMINGUINHO☆; Músicos excelentes, vozes únicas! Um trabalho incrível. A nova geração defendendo o forró com muito amor, respeito e profissionalismo. João Gomes, Mestrinho e Jotapê; impossível não se apaixonar. Não por acaso, virou turnê e vai “viajar” pela Europa também. Sensacional 😉

O QUE VALE… ARIANO SUASSUNA

By Kika Domingues – autoimagem

A GENTE É FEITO DE SONHOS E MEDOS, DE FÉ E DESESPERO. MAS NO FIM DAS CONTAS O QUE IMPORTA É O QUE A GENTE FEZ COM O TEMPO QUE TEVE.

O RESTO É  HISTÓRIA, E HISTÓRIA NÃO VALE NADA.

O QUE VALE É O QUE A GENTE VIVE, O QUE A GENTE FAZ COM OS OUTROS E O QUE A GENTE SENTE NO PEITO.

ARIANO SUASSUNA

Festa – Roseana Murray

By Kika Domingues  – Serrambi 2020

Farei uma festa numa noite clara, vestirei um vestido dourado de seda, costurado com as mãos por algum amor que dorme no passado.

Dançarei com os pés descalços até o primeiro galo, será um ensaio geral de mim mesma.

Roseana Murray

R U M O

Que procuras? – Tudo.

Que desejas? – Nada.

Viajo sozinha com o meu coração.

Não ando perdida, mas desencontrada.

Levo o meu rumo na minha mão […]

CECÍLIA MEIRELES

E S P E R A N Ç A

By Kika Domingues  – Recife – 2024

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E — ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…

Foto Google.com



Nota Biográfica

Mário Quintana nasceu no Rio Grande do Sul, na cidade de Alegrete, em 30 de julho de 1906. Ele foi um poeta, tradutor e jornalista que começou a escrever durante a adolescência e publicou seus primeiros trabalhos na revista da escola.

r e l e n t o

Via You Tube

Relento
Simone Guimarães

Quem nasceu como eu
Com os pés no regato
E cresceu flor do mato
Em beira de estrada
Olhando a passagem
De quem vai em viagem
Pra qualquer lugar

Quem nasceu como eu
Com os olhos postos numa estrela
Querendo entender
O além, o instante
O amigo do lado
Querendo entender

Quem nasceu assim como eu
Não vive essa vida, mas outra
Surgida de sonhos, de versos ouvidos
De histórias criadas, contadas
Ao pé da fogueira acendida
Num centro de alma vazia

Quem nasceu como eu
Quando perde um armo, um irmão, um amigo
É levado do peito o abrigo
É voltar a viver ao relento
Exposto à sombra e ao vento
Que sopra de noite e de dia
E paga a fogueira que ardia