PARA SABER DA LUA…

 
 
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 da janela da minha casa… Lua?  Estrela!?
 
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Lua, lua, lua, lua

Caetano Veloso

  Lua, lua, lua, lua
Por um momento meu canto contigo compactuar
E mesmo o vento canta-se
Compacto no tempo
Estanca
Branca, branca, branca, branca
A minha, nossa voz atua sendo silêncio
Meu canto não tem nada a ver com a lua

 

 

Lua de São Jorge

Caetano Veloso

lua de são jorge
lua deslumbrante
azul verdejante
cauda de pavão
lua de são jorge
cheia branca inteira
oh minha bandeira
solta na amplidão
lua de são jorge
lua brasileira
lua do meu coração
lua de são jorge
lua maravilha
mãe, irmã e filha
de todo esplendor
lua de são jorge
brilha nos altares
brilha nos lugares
onde estou e vou
lua de são jorge
brilha sobre os mares
brilha sobre o meu amor
lua de são jorge
lua soberana
nobre porcelana
sobre a seda azul
lua de são jorge
lua da alegria
não se vê o dia
claro como tu
lua de são jorge
serás minha guia
no brasil de norte a sul

 

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Fontes:

http://letras.terra.com.br/caetano-veloso/43876/

Imagens: Google; Kika Domingues

 

A POESIA …….. MAR ADENTRO

 

mais precioso que o vidro

Kika 20627308b3 

  Sou vidro, sou água, sou vento, sou ar.

Sou tudo o que quero sem que nada me impeça,

sou ser dividido que vive sem par,

sou tudo aquilo que a luz atravessa.

De transparências me visto,

porque de transparência sou feito.

Atiras-me pedras do mais duro xisto,

pensas que no chão caio desfeito,

mas sempre que o fazes, resisto.

O sol atravessa-me como ao vidro mais puro,

sinto a luz que sempre me cerca,

riscas à unha o vidro mais duro na esperança

que um dia o brilho se perca.

Chamaste vidro ao mais puro cristal,

nunca o vês porque é transparente,

pensas no bem, pensas no mal,

e acabas esquecendo que apenas é gente.

Procuras à volta tudo o que é transparente,

encontras certezas em que apostas a vida,

juras por tudo e mostras-te crente,

finges-te cega e tocas na ferida.

Vias em mim a estátua de pedra,

que resistia à fúria usada no mal,

nunca viste que sempre brilhava,

não percebeste que era cristal.

 

saudades de ti

fantasia

Hoje acordei com saudades de ti.

Sonhei com momentos chamados passado.

Chorei de tristeza porque não te senti,

queria para sempre acordar a teu lado.

Abraça-me o desejo que me deixa afogado,

escrevo para ti sem que a resposta apareça,

cumpro pena porque este é o meu fado,

não posso deixar que a poesia te esqueça.

Escrevo palavras que transformo em poema,

sentimentos que escorrem desta alma bravia.

Palavras que solto sem ordem ou tema,

denunciam a morte de uma doce poesia.

Olho em redor e fito os meus medos,

quebro promessas que sempre fazia.

Desafio a saudade que transformo em rochedos,

palavras de outrora que sempre escrevia.

Agora que a tarde cai sobre o meu peito,

deitado no chão sei que estou condenado,

cada hora que passa relembro o teu jeito,

maldito tempo que nos tem separado.

  Publicado por Mar Adentro