e nada mais…

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada maisEu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada maisEu quero carneiros e cabras
Pastando solenes no meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculosE um filho de cuca legal
Eu plantar e colher com a mão
A pimenta e o salEu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau a pique e sapê
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais

Compositores: Jose Rodrigues Trindade / Luiz Otavio De Melo Carvalho

vida em viver…

By Kika Domingues
Recife – Boa Viagem – Ago/2019

A vida não é sobre quantas coisas eu posso comprar, sobre quão grande minha casa pode ser, ou até mesmo as imensas viagens que um dia poderei fazer. Se trabalho no sonho ou só trabalho.Qual o meu curso? Sou formada em quê? E ela ainda não é sobre o quanto erro; quem tá aqui pra contar? Mas é sobre o quanto acho vida em viver. A luz que nasce com o dia apesar de mim. Na brisa que mesmo assim, se fechar os olhos, posso sentir em meu rosto. No prazer de hoje. A vida é uma boa e calma leitura de entrelinhas. Deus não é difícil de encontrar.

@bellacrusoe

por Brumadinho :(( por Minas Gerais

Por Anna Cunha – Minas Gerais

O MAIOR TREM DO MUNDO
Carlos Drummond de Andrade

O maior trem do mundo
Leva minha terra
Para a Alemanha
Leva minha terra
Para o Canadá
Leva minha terra
Para o Japão

O maior trem do mundo
Puxado por cinco locomotivas a óleo diesel
Engatadas geminadas desembestadas
Leva meu tempo, minha infância, minha vida
Triturada em 163 vagões de minério e destruição
O maior trem do mundo
Transporta a coisa mínima do mundo
Meu coração itabirano

Lá vai o trem maior do mundo
Vai serpenteando, vai sumindo
E um dia, eu sei não voltará
Pois nem terra nem coração existem mais.

Porque eu me distraio…

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Feltragem por Fátima Rodrigues

“Ensina-me, Maria, neste advento, a querer, a velar, a guardar, a olhar para o meu interior sem me distrair. Porque eu me distraio. Ajuda-me a caminhar, como tu. Tu carregas Deus sem dizer nada. Isso me comove. Como eu gostaria de me parecer mais com você!
 
Tu carregas Deus em tua paz, em tua ternura, em tua misericórdia, na luz dos teus olhos, nesse teu jeito de estar preocupada pelos detalhes mais humanos, de acolher com teu olhar limpo, de deixar de pensar em ti para pensar no outro.
 
Teu ‘sim’ de Nazaré… Ah, quantos ‘sim’ saíram dos teus lábios, da tua alma! Agora, tu e José não veem mais que o hoje, mas confiam. Em breve, haverá outro passo a ser dado, e Deus lhes marcará esse pedaço de caminho com seus passos, dando-lhes luz.
 
Ajuda-me a ser assim, a dar o meu ‘sim’ nos passos que preciso dar hoje, e confiar em que, para os passos de amanhã, Deus estará comigo. ‘Sim’ ao hoje. ‘Sim’ a este passo.”

Do amor… Uma prece para o (meu) bem amado

 

 

O amor – Khalil Gibran

Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
Trabalha para vossa poda.
E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
No pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós
Para que conheçais os segredos de vossos corações
E, com esse conhecimento,
Vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia, se no vosso temor,
Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez
E abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio
E nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Porque o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga:
“Deus está no meu coração”,
Mas que diga antes:
“Eu estou no coração de Deus”.
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
Pois o amor, se vos achar dignos,
Determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
Senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos,
Sejam estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho
Que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado
E agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia
E meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado,
E nos lábios uma canção de bem-aventurança.

Do livro: O Profeta – Gibran Khalil Gibran

100 anos do TOM :))

Dedicados à obra de Antonio Carlos Jobim já lançados, os CDsJobim Jazz (2007) e + Jobim Jazz (2011), o violonista, arranjador e produtor Mario Adnet apresentou arranjos jazzísticos para canções menos óbvias do maestro, selecionadas a partir de pesquisas na riquíssima obra de Tom Jobim. Vale a pena assistir todos os vídeos desse lindo projeto musical.

Tom, que Deus o tenha em um lugar maravilhoso!

Ferreira Gullar – 04/12/2016 :(

Foto: Eder Chiodetto

Foto: Eder Chiodetto

Um país sem “pão” e com muita poesia…

Ferreira Gullar

Não há vagas

O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão
O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras
– porque o poema, senhores,
está fechado:
“não há vagas”
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço
O poema, senhores,
não fede
nem cheira.

Hoje é dia da Poesia… Tom Jobim

Eu amo poesia, música e fotografia…

Tom, poeta e músico, cantou uma história…  “a meia luz”

Uma linda cena aonde ao mesmo tempo em que o sol se põe a lua nasce…

Fotografia :))

E viva a poesia!

Paula Morelenbaum, Jaques Morelenbaum & Ryuichi Sakamoto – Fotografia (Photograph) by Antonio Carlos Jobim

-uploaded in HD at http://www.TunesToTube.com

O sonho é que leva a gente pra frente… Ariano Suassuna

 

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Ariano Vilar Suassuna nasceu em João Pessoa, 16 de junho de 1927. Foi um dramaturgo, romancista, ensaísta e poeta brasileiro.

Idealizador do Movimento Armorial e autor de obras como Auto da Compadecida e O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, foi um preeminente defensor da cultura do Nordeste do Brasil.

Em 1962, a encenação do Auto da Compadecida (peça teatral em forma de auto) projetou Ariano Suassuna, e foi considerada por Sábato Magaldi  “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”. Transformada em minissérie pela Rede Globo de Televisão em 1999 e adaptada para o cinema em 2000.

Um dos fundadores do Movimento Armorial, que teve como objetivo, criar uma arte erudita a partir da Cultura Popular do Nordeste Brasileiro através de suas diversas expressões: música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura e etc

Ocupou o cargo de Secretário de Cultura de Pernambuco (1994-1998) e secretário de Assessoria do governador Eduardo Campos até abril de 2014.

Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2000)

Assumiu a cadeira 35 na Academia Paraibana de Letras em 2000, cujo patrono é Raul Campelo Machado

Em 1993, foi eleito para a cadeira 18 da Academia Pernambucana de Letras, cujo patrono é o escritor Afonso Olindense.

Desde 1990, ocupava a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é Manuel José de Araújo Porto Alegre, o barão de Santo Ângelo.

No dia 23 de julho de 2014 perdemos o nosso “realista esperançoso”.

(Fonte: Wikipédia)

Leia mais:

Biografia de Ariano Suassuna

Movimento Armorial

Auto da Compadecida

“Sou um escritor de poucos livros e poucos leitores. Vivo extraviado em meu tempo por acreditar em valores que a maioria julga ultrapassados. Entre esses, o amor, a honra e a beleza que ilumina caminhos da retidão, da superioridade moral, da elevação, da delicadeza, e não da vulgaridade dos sentimentos.”

Suassuna apresenta um Brasil simples no projeto Arte como Missão

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“O ser humano é o mesmo em qualquer lugar, em qualquer tempo, em qualquer que seja a sua condição. Você pode ser rico ou pobre, mas os problemas que afetam verdadeiramente o ser humano são os mesmos.”

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“O autor que se julga um grande escritor, além de antipático é burro, imbecil. Um escritor só pode ser julgado depois da sua morte. Muito tempo depois.”

“O sonho é que leva a gente para a frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado.”

É tanta qualidade que exigem pra dar emprego, que não conheço um patrão com condições de ser empregado.” (João Grilo, O Auto da Compadecida)

“Nós não precisaremos nunca de inventar uma imagem falsa da Vida para poder amá-la. Porque, na dureza e sob o Sol, nós aprendemos à força a amá-la, com o que ela tem de ardente e glorioso, mas também com o que possui de degradado, sangrento e sujo.” (“A Pedra do Reino”, 1958-70).

“Os brasileiros de compreensão e caráter menos elevados estão satisfeitos e sem remorsos, absolutamente de acordo com a situação e subornados por seus carros, suas piscinas, seus apartamentos, seus salários, suas rendas, seus empregados ou seus títulos universitários.” (“Aula Magna”, 1992).

“Eu tenho dentro de mim um cangaceiro manso, um palhaço frustrado, um frade sem burel, um mentiroso, um professor, um cantador sem repente e um profeta.” (entrevista, 2000).

“Há duas raças de gente com quais simpatizo: mentiroso e doido, porque eles são primos dos escritores. (…) Na minha vida não acontece nada. Se eu não mentir, o que é que eu vou contar?”

“A alma humana divide-se no hemisfério rei e no hemisfério palhaço. O que há de trágico é ligado ao primeiro, e o que há de cômico, ao segundo. O hemisfério rei se complementa com o hemisfério profeta. O hemisfério poeta, com o palhaço. No meu entender o ser humano tem duas saídas para enfrentar o trágico da existência: o sonho e o riso”

“Posso dizer que, como escritor, eu sou, de certa forma, aquele mesmo menino que, perdendo o pai assassinado no dia 9 de outubro de 1930, passou o resto da vida tentando protestar contra sua morte através do que faço e do que escrevo (…)”

“No Nordeste, a gente chama a morte de Caetana. Eu não gosto dela não. Eu me recuso a morrer. Toda morte tem um componente de suicídio, e eu não me rendo”

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google.com

Luar espere um pouco que Chico Buarque está fazendo 7.0

 

 

De olhos apaixonantes, voz inconfundível e estilo no cantar, meu Chico e de todo mundo está completando 70 anos… São várias as homenagens a esse músico, poeta instigante, filósofo,rebelde, visionário e tantas coisas mais…

Cresci, amadureci e cheguei até aqui ouvindo e cantando Chico Buarque de Hollanda.

Lembro como se fosse hoje, eu  três anos de idade, ainda de fraldas, vendo a minha imagem refletida no vidro da “radiola” da minha casa, escutando,dançando, aprendendo as letras e cantando as melodias de Chiquinho(nem sabia o que significava mas já sentia que a coisa era muito boa rssss), hipnotizada pelos seus lindos olhos, na fotografia que estampava a capa do seu primeiro Vinil lançado em 1966…

Eu morava no alto sertão do Piauí, meu pai trabalhava na Chesf e estávamos todos acampados para a construção da Barragem de Boa Esperança, sim! Mas a sua voz chegava até lá!

É uma paixão antiga… Um amor eterno…   Vamos que vamos Chiquinho!!

 
Para ouvir o Vinil completo (Eu tenho esse vinil :-))
http://www.youtube.com/watch?v=rKL-lRCmbis

DO OLHAR DE KIKA DOMINGUES, PELO 8 DE MARÇO…

Parabéns eu, Parabéns nós todas… Mulheres.

auto retrato - Kika Domingues by Kika Domingues

auto retrato – Kika Domingues by Kika Domingues

A VERDADEIRA SEDUÇÃO…

(…)Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade… Emocionalmente.
Nudez pode ter um significado diferente e muito mais intenso.
É assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história.
É erótico uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente.
Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos.
Aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana.

(…)
Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal, mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expor nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior.
Mas é o que devemos continuar fazendo.
Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro( …)

Martha Medeiros

RAZÃO PARA VIVER? A MÚSICA!

Para assistir todo o espetáculo:

Ser Minas Tão Gerais (Espetáculo Musical, 2012)

Uma homenagem à obra do poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade

e à música do mais mineiro dos cariocas, o cantor

e compositor Milton Nascimento – e que é um dos atores da peça.

Comemorando algumas datas redondas em 2012 –

os dez anos de criação do espetáculo,

os 50 anos de carreira e 70 de vida de Milton,

e os 110 anos do nascimento de Drummond.

Oscar Niemeyer – Uma homenagem

” A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem.”

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Colagem By Kika Domingues – Imagens: Google.com

Texto de Chico Buarque sobre Oscar Niemeyer; o Chico foi estudante de arquitetura e seu pai ganhou de presente do arquiteto o anteprojeto de uma casa que nunca foi construída

Agência O Globo

A casa do Oscar.

A casa do Oscar era o sonho da família. Havia um terreno para os lados da Iguatemi, havia o anteprojeto, presente do próprio, havia a promessa de que um belo dia iríamos morar na casa do Oscar. Cresci cheio de impaciência porque meu pai, embora fosse dono do Museu do Ipiranga, nunca juntava dinheiro para construir a casa do Oscar. Mais tarde, num aperto, em vez de vender o museu com os cacarecos dentro, papai vendeu o terreno da Iguatemi. Desse modo a casa do Oscar, antes de existir, foi demolida. Ou ficou intacta, suspensa no ar, como a casa no beco de Manuel Bandeira.Senti-me traído, tornei-me um rebelde, insultei meu pai, ergui o braço contra minha mãe e saí batendo a porta da nossa casa velha e normanda: só volto para casa quando for a casa do Oscar! Pois bem, internaram-me num ginásio em Cataguases, projeto do Oscar. Vivi seis meses naquele casarão do Oscar, achei pouco, decidi-me a ser Oscar eu mesmo. Regressei a São Paulo, estudei geometria descritiva, passei no vestibular e fui o pior aluno da classe. Mas ao professor de topografia, que me reprovou no exame oral, respondi calado: lá em casa tenho um canudo com a casa do Oscar.
Depois larguei a arquitetura e virei aprendiz de Tom Jobim. Quando minha música sai boa, penso que parece música do Tom Jobim. Música do Tom, na minha cabeça, é casa do Oscar.

Chico Buarque

~ • ~

UM POEMA DE OSCAR:

 “Poema da Curva”

Não é o ângulo reto que me atrai,
Nem a linha reta, dura, inflexível criada pelo o homem.
O que me atrai é a curva livre e sensual.
A curva que encontro no curso sinuoso dos nossos rios,
nas nuvens do céu,
no corpo da mulher preferida.
De curvas é feito todo o universo,
O universo curvo de Einstein.

Uma linda fotografia que conta a história de sua parceria com o teatro musical

Niemeyer, Vinicius e Tom, em foto de 1956, após a parceira na peça Orfeu da Conceição
Num flerte com o teatro, Niemeyer desenhou os cenários da peça “Orfeu da Conceição” (1954), escrita por Vinicius de Moraes, com trilha de Tom Jobim, a primeira parceria dos dois. Em 1959, a peça foi transformada em um filme dirigido pelo francês Marcel Camus, filmado no Rio Janeiro e com trilha da dupla Vinicius-Tom. “Orfeu Negro” ganhou no mesmo ano a Palma de Ouro e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Fonte: http://colheradacultural.com.br/content/o-pensamento-de-oscar-niemeyer-no-cinema-na-musica-literatura-e-na-moda.php

Só pra musicar meu post…

A LUTA GUARANI…

ASSINEM A PETIÇÃO PÚBLICA:

http://www.peticaopublica.com.br/Confirmacao.aspx?id=30791%2c3814%2c217718

Sobre o site A Luta Guarani

“A Luta Guarani é um site reportagem sobre a grave situação dos povos indígenas Kaiowá e Guarani no Mato Grosso do Sul, criado por Felipe Milanez em colaboração com Maíra Kubík Mano e Paulo Padilha.
Este trabalho é uma homenagem ao cacique Nísio Gomes, assassinado por pistoleiros dentro do territorio tekohá Guaiviry. Assim como outras dezenas lideranças indígenas que foram assassinadas nos últimos anos lutando pelos direitos de seus povos. E outras lideranças indígenas que estão ameaçadas de morte por defender os direitos de seus povos.”

visite o site  http://lutaguarani.wordpress.com/

Fotografia de divulgação do site a Luta Guarani

Marcelo Freixo em defesa dos Guarani-Kaiowá (MS) e do Museu do Índio (RJ), no plenário da Alerj, em 24/10/12.

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ELIANE BRUM sobre a Luta Guarani; em 22 de outubro de 2012

Eliane Brum, jornalista, escritora e documentarista (Foto: ÉPOCA)

– Pedimos ao Governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas decretar nossa morte coletiva e enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar nossa extinção/dizimação total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar nossos corpos. Este é o nosso pedido aos juízes federais.

O trecho pertence à carta de um grupo de 170 indígenas que vivem à beira de um rio no município de Iguatemi, no Mato Grosso do Sul, cercados por pistoleiros. As palavras foram ditadas em 8 de outubro ao conselho Aty Guasu (assembleia dos Guaranis Caiovás), após receberem a notícia de que a Justiça Federal decretou sua expulsão da terra. São 50 homens, 50 mulheres e 70 crianças. Decidiram ficar. E morrer como ato de resistência – morrer com tudo o que são, na terra que lhes pertence.

Há cartas, como a de Pero Vaz de Caminha, de 1º de maio de 1500, que são documentos de fundação do Brasil: fundam uma nação, ainda sequer imaginada, a partir do olhar estrangeiro do colonizador sobre a terra e sobre os habitantes que nela vivem. E há cartas, como a dos Guaranis Caiovás, escritas mais de 500 anos depois, que são documentos de falência. Não só no sentido da incapacidade do Estado-nação constituído nos últimos séculos de cumprir a lei estabelecida na Constituição hoje em vigor, mas também dos princípios mais elementares que forjaram nosso ideal de humanidade na formação do que se convencionou chamar de “o povo brasileiro”. A partir da carta dos Guaranis Caiovás, tornamo-nos cúmplices de genocídio. Sempre fomos, mas tornar-se é saber que se é.

( continue lendo: http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2012/10/decretem-nossa-extincao-e-nos-enterrem-aqui.html)

Fotografias de Felipe Redondo (índios da etnia guarani-caiová)

http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/fotos/2011/12/guarani-caiova.html

Fotografia de divulgação pertencente ao site " A Luta Guarani"

Fotografia de divulgação pertencente ao site ” A Luta Guarani”

Fotografia de divulgação pertencente ao site " A Luta Guarani"

Fotografia de divulgação pertencente ao site ” A Luta Guarani”

I Exposição Coletiva PFC – Tributo a Henri Cartier-Bresson

Convite Exposição Coletiva PFC

Convite Exposição Coletiva PFC

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Fotógrafos ( Profissionais e Amadores) pertencentes ao Pernambuco Foto Clube – PFC
sonharam fazer uma exposição fotográfica.
 
Uma amiga e participante deste grupo,  a Sonia Cortez,  saiu em busca de um espaço para realizar este sonho.
A Livraria Cultura da nossa cidade ( a grande patrocinadora deste evento)
comprou a ideia e o Projeto ganhou forma!
 
Somado a tudo isso,  iniciativas e ações de outros membros deste Clube, que,
por amor a fotografia, se cotizaram e se engajaram no projeto com muita fé  e compromisso,
tornando-o possível; realizável!
  
Destaco ainda o empenho e dedicação na  logística que envolve um evento desse porte,
que também vem sendo desenvolvido pela Sonia Cortez, sem a qual, nada estaria se concretizando.
 
Não podemos deixar de citar as empresas que nos apoiaram como:
 
Teclab
Tempus Filmes
Alpha Gráfica ,
Ilha da Tecnologia ,
Luzia e Lucienne Doces e Salgados,
 
bem como a importante contribuição da nossa Curadora, a Profª Renata Victor,
Coordenadora do Curso de Fotografia da Universidade Católica de PE.
 
Em nome da Administração do Pernambuco Foto Clube – PFC, 
Ana Caula , Francisco Cribari e Lamartine Teixeira.
convido amigos, familiares  e amantes da fotografia para a Abertura da I Exposição Coletiva 
de Fotografia do PFC, a ser realizada no período de 7 de novembro a 7 de dezembro.
 
 
 
O convite fala mais sobre tudo.
 
 
 
 
http://www.pernambucofotoclube.com.br/
 
 
http://www.flickr.com/groups/pernambucofotoclube/pool/
 
 
 
Curta a  página do nosso evento no Facebook!
http://www.facebook.com/pfcbresson
 
confira o evento na Página da Livraria Cultura:
 
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/eventos/resenha/resenha.asp?sid=01614423314101731038802725&nevento=29763
 
 
 
 
 

A MAIOR FOTOGRAFIA DO MUNDO FOI FEITA NO BRASIL

G1 recria a ‘maior photographia do mundo’ em 1922, feita no Brasil

Foto levou 3 anos para ser feita e foi ampliada com a ‘maior lente do mundo’.
Veja dificuldades na produção; antes e depois gigante mostra comparação.

Fábio TitoDo G1, em São Paulo

Retrato do fotógrafo Valério Vieira em 1938 (Foto: Reprodução de 'Valério Vieira: um artista e seu mundo' [pós-graduação em História da Arte, Faap], de Sonia Balady)
Retrato do fotógrafo Valério Vieira em 1938 (Foto:
Reprodução de ‘Valério Vieira: um artista e seu
mundo’ [pós-graduação em História da Arte, Faap],
de Sonia Balady)

E se você pensasse em uma fotografia por dois anos, pesquisando sobre tudo que seria preciso para clicá-la? Condições climáticas, composição envolvendo diversos quadros, local de onde fotografar, melhor horário… E depois disso, levasse mais de um ano até finalmente tirar a fotografia e vê-la no papel como ela fora imaginada lá atrás?

Foi assim, entre 1919 e 1922, que o pioneiro fotógrafo carioca Valério Vieira produziu a imagem então apontada como o “Record de maior photographia do mundo”: o “Panorama nº 2” de São Paulo, originalmente com 16 metros de comprimento por quase 1,80 metro de altura. Neste ano comemoram-se nove décadas desde sua primeira apresentação ao público. VEJA O ANTES E DEPOIS PANORÂMICO.

G1 publica esta semana o especial ‘Do olhar à fotografia’, uma série de reportagens que têm a fotografia como tema, para celebrar a semana que antecede o Dia Mundial da Fotografia, no domingo (19). A data é referente a 19 de agosto de 1839, quando a França apresentou ao mundo os estudos de Louis Daguerre que resultaram no daguerreótipo – marco considerado por muitos como o ‘nascimento’ da fotografia. As próximas reportagens deste semana passam por estilos de fotografia específicos, como de guerra e natureza, e abordam novos rumos vistos como opção na aplicação da fotografia. O especial também abre espaço para a participação do internauta, convidado a contar a história do seu ‘melhor clique’ pelo VC no G1.

A história da realização da raríssima imagem de Valério Vieira, que permanece há anos guardada no acervo de um museu paulistano e pode voltar a ser exposta num futuro próximo, impressiona por si só em diversos detalhes. OG1 resgatou essa história e conseguiu reproduzir, agora em formato digital, a enorme panorâmica. A comparação é impressionante.

O processo
Com auxílio de 30 contos de réis da prefeitura de São Paulo, o Panorama foi feito para as comemorações do centenário da Independência do Brasil, em 1922. Mas um detalhe básico quase impediu a ampliação da imagem: a inexistência de papel no tamanho necessário para o projeto.

Não era a primeira experiência do fotógrafo brasileiro com imagens gigantes – o “nº 2” no título deixa a dica. Anos antes, em 1908,Valério já tinha produzido uma panorâmica de São Paulo com 12 metros de comprimento, que levou o “Gran-prix” (grande prêmio) ao ser mostrada na Exposição Nacional do Rio de Janeiro.

Telegramas foram expedidos para Alemanha, França, Bélgica, Inglaterra, Itália e Estados Unidos, indagando a possibilidade de fornecerem o papel com as medidas exigidas (2 m por até 20 m). Nem a Kodak, dos Estados Unidos, nem a NPG, da Alemanha, (…) quiseram aceitar a encomenda”
Valério Vieira, sobre a dificuldade em encontrar papel no mundo para sua fotografia gigante

“Antes ainda, ele já tinha feito a panorâmica da fazenda Santa Gertrudes, no interior de São Paulo, que tinha 6 metros de comprimento”, explica Sonia Balady, fotógrafa e pesquisadora cuja tese de mestrado na USP estudou a obra de Valério Vieira e está se tornando na primeira biografia do fotógrafo.

Depois que as cinco chapas sequenciais que compõem o panorama foram batidas do topo da torre da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no bairro de Campos Elíseos, não existia papel no mundo que fosse grande o suficiente para ampliá-lo do tamanho que Vieira tinha imaginado. Essa dificuldade, inclusive, ajudou a estabelecer o recorde, conseguido depois que o fotógrafo optou por produzir, ele mesmo, o papel.

“Telegramas foram expedidos para Alemanha, França, Bélgica, Inglaterra, Itália e Estados Unidos, indagando a possibilidade de fornecerem o papel com as medidas exigidas (2 m por até 20 m). Nem a Kodak, dos Estados Unidos, nem a NPG, da Alemanha, (…) quiseram aceitar a encomenda”, diz um folheto da época sobre a obra.

Exposição do 'Panorama nº 1' de Valério Vieira no Salão Progredior, em São Paulo, no ano de 1905 (Foto: Reprodução/Revista Santa Cruz, VI (4), São Paulo, 1906)
Exposição do ‘Panorama nº 1’ de Valério Vieira, obra que antecedeu seu recorde de 1922, no Salão Progredior, em São Paulo, ainda em 1905 (Foto: Reprodução/Revista Santa Cruz, VI [4], São Paulo, 1906)

Valério acabou por transformar sua sala de jantar, primeiro em um laboratório para estudo dos processos químicos, e depois em uma verdadeira “fabrica de papeis photographicos”, como ele mesmo descreve no folheto em que, orgulhoso, apresenta o “Record”.

Mais à frente, já para a ampliação, o artista conta que usou a luz solar através de uma das maiores lente do mundo, vinda da Alemanha, para expor o papel sete vezes, compondo o panorama parte por parte. Na revelação, 14 pessoas atuaram ao longo de uma noite inteira para dar os banhos químicos necessários no papel, trabalho realizado no porão de um cinema.

A descrição dos processos só atribui ainda mais peso à importância histórica da obra.

Sumiço
O projeto apresentado ao governo para o pedido da verba previa que, após a exposição no centenário, o Panorama viajaria por exposições nas cidades mais importantes da Europa e dos Estados Unidos. No entanto, ao longo dos 50 anos seguintes, o paradeiro da obra é cercado de mistério.

“A última informação que temos é de uma exposição em St. Louis, nos Estados Unidos, e de uma aparição no programa da Hebe Camargo na década de 1960. Depois, ela ressurge para a 2ª edição da Bienal Nacional, em 1972, no Museu de Arte Moderna (MAM)”, afirma Henrique Siqueira, diretor do museu paulistano Casa da Imagem, onde a fotografia de Vieira hoje se encontra guardada.

Siqueira levantou um pequeno “dossiê” sobre a obra com o intuito de fazer um projeto para que o Panorama volte a ser exposto, agora na Casa da Imagem. A estrutura para acomodar uma obra desse porte, no entanto, requer financiamento e adaptações, por isso a mostra ainda vai ser viabilizada, explicou o diretor aoG1.

A última informação que temos é de uma exposição em St. Louis, nos Estados Unidos, e de uma aparição no programa da Hebe Camargo na década de 1960. Depois, ela ressurge para a 2ª edição da Bienal Nacional, em 1972, no Museu de Arte Moderna (MAM)”
Henrique Siqueira, diretor da Casa da Imagem, sobre o sumiço de décadas do ‘Panorama nº 2’

Pioneiro em montagens
A obra mais famosa de Valério Vieira e que lhe deu fama até fora do país, no entanto, não foi a panorâmica paulistana. Em 1904, com a montagem “Trinta Valérios”, ele foi agraciado com a medalha de prata na St. Louis Purchase Exposition, nos Estados Unidos. A imagem mostra uma sala com músicos tocando diferentes instrumentos, uma grande plateia, um garçom e até a estátua de um busto e quadros na parede, somando 30 personagens todos representados pelo próprio Valério.

De fato, ele foi o fotógrafo de São Paulo que mais se especializou nessa técnica, o que é evidenciado, por exemplo, em um cartão de Boas Festas com um “buquê de Valérios” que ele distribuiu entre seus clientes no fim de 1903. Mesmo na música, outra paixão do artista, é possível encontrar traços dessa especialidade. Na ilustração de uma capa muito bem humorada em uma de suas partituras, ele se retrata ao mesmo tempo como homem e como mulher, de vestido e tudo, mas com o bigode sempre presente.

Maria Luiza Vieira mostra em sua casa uma montagem que fez a partir de fotos de seu avô (Foto: Fábio Tito/G1)
Maria Luiza Vieira mostra em sua casa uma
montagem que fez a partir de fotos de seu avô
(Foto: Fábio Tito/G1)

Avô Valério
Nas paredes da sala, só dá Valério. Aos 83 anos, Maria Luiza Vieira, neta do fotógrafo, lembra com carinho da presença do avô. “Ele sempre me chamava: ‘Vem tirar retrato!’. E eu ia correndo”, conta. O arquivo de Valério Vieira não a deixa mentir, já que a imagem da neta aparece diversas vezes, desde bebê. Alguns desses retratos ilustram os móveis da sala de Maria Luiza, como ela mesma mostrou ao G1.

Os grandes exemplares de obras importantes do avô nas paredes, no entanto, não são os originais. “Eu preferi doar a maior parte do que eu tinha para museus, onde elas vão ser bem preservadas. Só fui ter ciência da importância do meu avô para a fotografia quando eu já tinha alguma idade, mas desde então passei a dar o maior valor”, afirma.

Maria Luiza também gosta de lembrar da paixão de Valério pela música, e mostra com orgulho as reproduções de partituras do avô. “Ele sempre tocava músicas na casa dele na Lins (Avenida Lins de Vasconcelos, no bairro de Vila Mariana, São Paulo), onde inclusive ele veio a falecer. Lembro de sempre ir lá quando era pequena, ele tinha um bom piano”, diz a descendente. Os originais das partituras de Vieira foram doados, segundo a neta, ao Centro Cultural São Paulo, no bairro de Paraíso.

Eu preferi doar a maior parte do que eu tinha para museus, onde elas vão ser bem preservadas. Só fui ter ciência da importância do meu avô para a fotografia quando eu já tinha alguma idade, mas desde então passei a dar o maior valor”
Maria Luiza Vieira, sobre as relíquias fotográficas deixadas por seu avô à família

São Paulo panorâmica, 90 anos depois
Com a ajuda de Sonia Balady, o G1identificou o local de onde o “Panorama nº 2” foi fotografado, no bairro de Campos Elíseos, na zona central de São Paulo.

O padre Marcos Sérgio da Silva, responsável pela Paróquia Sagrado Coração de Jesus, já tinha conhecimento da antiga fotografia de Vieira e permitiu que a reportagem subisse no local para reproduzir a imagem, no dia 24 de maio de 2012.

O folheto produzido na época pelo fotógrafo para detalhar a obra dizia que ela tinha uma abertura de 180°, assim como algumas reportagens citando o Panorama nas últimas décadas. O G1 constatou, no entanto, que a vista panorâmica contempla um ângulo maior ainda, de ao menos 240°.

A montagem em panorama do G1 foi feita a partir de 9 imagens sequenciais com o auxílio de um programa de edição – enquanto Vieira “colou” suas imagens durante a ampliação de forma completamente manual.

Com o passar dos anos, o Panorama vem sofrendo degradação, principalmente nas bordas, e já passou por alguns trabalhos de restauração nas últimas décadas. Suas dimensões atuais foram reduzidas para 14,20 m de comprimento por 1,60 m de altura, sem contar uma borda que foi adicionada às laterais, segundo o relatório sobre o último restauro.

FONTE: http://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/08/g1-recria-maior-photographia-do-mundo-em-1922-feita-no-brasil.html

O OLHAR DO AMOR…

Porque somos sós,

Somos únicos…

Somos como uma ilha,

Cercada de amor por todos os lados;

Basta querer enxergar…

Laura By Miguel Alcoforado - Viagem de volta Paris - Alemanha

Laura By Miguel Alcoforado – Viagem de volta Paris – Alemanha

Laura

Laura é um rosto numa luz misteriosa

Passos que você ouve descendo o corredor

Risos que flutuam numa noite de verão

que você nunca pode esquecer.

E você vê laura como em um trem passando

Aqueles olhos, como familiar eles são.

Ela deu lhe seu primeiro beijo

Isto era Laura, mas ela é somente um sonho.

(David Raksin)

http://en.wikipedia.org/wiki/David_Raksin

Ao piano com Erroll Garner – Laura (1954)

http://www.youtube.com/watch?v=ark6RNlnjns&feature=related

Laura, o Filme

http://pt.wikipedia.org/wiki/Laura_(filme)

Clipe do filme:

http://www.youtube.com/watch?v=lE020xpAZW8&feature=related

 Giene Tierne, protagonista do filme:

http://www.youtube.com/watch?v=CFnwJDercZs&feature=related

TUDO SE COMPLETA DE ALGUM JEITO… E sobre o disco LUZ de Djavan

LUZ DO SOL

LUZ DO SOL

 

 

…E na dor

eu passo um giz

arco-irisando a solidão

na lição

que o sol me traduz:

viver da própria luz

(Djavan)

Para ouvir a música Luz

Sobre o disco LUZ, por Djavan (1982)

LUZ - Djavan

Capa do disco via sinistersaladmusikal

PORQUE SEM POESIA E MÚSICA A VIDA NÃO VALERIA A PENA…

Nota

 Uma canção de Chico…

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=lNkYV7lf-uc&feature=related]

————–

Porque ontem foi feriado 21 de abril,

aniversário do casamento dos meus pais;

(assim como Brasília eles completariam 52 anos; de casados)

aniversário do pai do meu pai.

Porque a voz de Chico me transporta pra minha casa:

para o quintal da nossa casa;

 a mesa da sala aonde filosofávamos e cantávamos juntos a vida…

§

Quando meu pai chorava pela poesia da vida

e pelas nossas vozes uníssonas…

Porque era bom olhar a vida através dos olhos do meu pai

apesar de tanto realismo; tanta melancolia…

Pela poesia que era, pela que foi, e por todas as poesias que ainda virão…

Porque sem poesia e música a vida não valeria a pena…

Minha mãe e meu pai

Minha mãe e meu pai

AO SABOR DO VENTO…

Lindos… Kleiton e Kledir SIM!?

.   .   .     ♦     .   .   .

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Ao Sabor do Vento

Kleiton e Kledir

Vou pra onde o vento vai
Vou pro lado que soprar
Por aí
Seja aonde for
Vivo ao sabor do vento

Mando um verso pelo ar
Pois eu sei, em algum lugar
É ali
Que você está
Cabelo solto ao vento

Se a sorte ajudar
Vou passar pra te buscar
E aí
Seja o que for
Nós, ao sabor do vento.

Matando a saudade de Kleiton e Kledir:

http://www.youtube.com/watch?v=CF-Si6he6FY&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=GsJ0jvezVus&feature=related

 http://www.youtube.com/watch?v=IvLUW2y62lo&feature=related

Site Oficial – – BLOGS –  biografia do dupla, fotos, vídeos, projetos atuais, etc:

http://www.kleitonkledir.com.br/

http://blogkleitonprincipal.blogspot.com/

http://blogdokledir.blogspot.com/

A incrível história de VIVIAN MAIER…

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John Maloof, agente imobiliário, estava interessado em adquirir fotografias antigas da cidade de Chicago, nos Estados Unidos, quando, num leilão em 2009, adquiriu um material de conteúdo incerto. Pagou 400 dólares. “Encontrei um registro histórico de rara beleza: 3 mil fotografias, fitas de áudio, câmeras e quase 100 mil filmes não revelados.” Eram os pertences fotográficos de uma babá que mantinha o hábito de fotografar as ruas de Chicago nas décadas de 50 e 60. Seu nome era Vivian Maier.

Vivian nasceu em New York em 1 de fevereiro de 1926, filha de mãe francesa e pai austríaco. Por razões desconhecidas, o pai a abandonou próximo do ano 1930. Por isso, sua família voltou à França, onde Vivian cresceu. Ao voltar para os Estados Unidos aos 25 anos,trabalhou numa loja de doces. Aos 40, dedicou-se a cuidar de crianças. Descrita como excêntrica e intelectualizada, adorava inventar programas nada óbvios. Lane Gesburg, cuidado por Vivian de 1956 a 1972, revela: “Era nossa Mary Poppins. Levava-nos a exibições de filmes de arte e a passeios por plantações de morango”.

Vivian era um pouco de Diane Arbus, com Amélie Poulain. Sua personalidade era bastante distinta; era anticatólica, feminista, socialista e crítica de cinema. Vestia-se diferente das mulheres de sua época. Jaquetas, saias, sapatos masculinos e chapéu, um chapéu enorme, que era sua marca visual. Aprendeu inglês indo a teatros após voltar da França, mas seu sotaque se manteve. Segundo famílias que a empregaram, Vivian não tinha nenhum contato exterior; não utilizava o telefone, não escrevia nem recebia cartas. No fim da década de 90, desempregada e com problemas financeiros, deixou suas coisas num depósito e mudou-se para um abrigo.

Até seu material ser encontrado em 2009 pelo corretor imobiliário, ninguém tinha conhecimento algum sobre seu envolvimento com a Fotografia. Sua obra é composta, em grande parte, por retratos de crianças. Poética e bastante intimista, a sensibilidade de Vivian se desenvolveu ao longo de seu trabalho como babá e se manifestou secretamente em seu envolvimento com a arte.

Infelizmente, Vivian morreu poucos dias antes de sua obra ser descoberta. Em 21 de abril de 2009, a fotógrafa-babá faleceu. Em 2008, havia escorregado no gelo e batido a cabeça, mas não se recuperou. Exatamente dois anos depois de sua morte, John inaugurou o site oficial de Vivian Maier. Também é responsável pelo livro “Vivian Maier: American Street Photographer” e pelo documentário “Finding Vivian Maier”.

(Fonte: http://fotografeumaideia.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=1882&Itemid=137)

Acesse os links abaixo e saiba mais sobre o Festival que sediou a exposição

do maior fenômeno da fotografia dos últimos tempos (24/Julho/2011):

http://londonstreetphotographyfestival.org/diary/vivian-maier-a-life-uncovered

http://www.youtube.com/watch?v=0B2dS6KAxHI&feature=related

Visite também:

http://vivianmaier.blogspot.com/

http://vivianmaierprints.com/

http://www.vivianmaier.com/

http://www.wimp.com/photographernanny/

AMA, ESPERA e CONFIA

O AMOR É DOCE

O AMOR É DOCE

 . ♥ .

O amor tem me revelado muito de si mesmo em Bethânia*. Das muitas facetas que dele aprendo a que tem mais me ensinado é a do amor feito espera. Aquele jeito de amar onde o amante é impotente diante das escolhas e decisões do amado. Sim! O verdadeiro amor é feito de espera silenciosa macerada na dor de quem é chamado a respeitar a liberdade do amado.
Explico-me. Quantas são as situações onde você, por mais que veja adiante, nada pode fazer? Quantas são as situações onde, se dependesse de você, tudo seria feito para evitar que o amado se machucasse ou se perdesse no caminho? Mas, eu e você sabemos por força do próprio amor, que situações existem em que você nada pode fazer. Resta-nos esperar. Espera silenciosa, dura, difícil como a do pai misericordioso que diante da decisão do filho que vai, se contenta em esperar na janela a hora do retorno. E o mais aterrador: Deus nos ama assim, pois sabe das tantas vezes em que contra sua vontade lhe dizemos não. Não há escapatória, compreender o amor feito espera é sinal de maturidade de quem ama. (…)
Amor que tudo crê. Tudo espera. Tudo suporta. Amor que jamais acabará (tema paulino de 1Cor 13). Amor que nos impele, na fé, a pedir ao Senhor que ascenda uma vela para iluminar a sombra inconsciente que não permite ver a luz de Deus, nessa hora de escuridão.
O amor que amadurece está em aceitar a impotência de quem ama diante do amado que escolhe. O amor que cresce e floresce está em aceitar nossa suposta fraqueza. Sim! Pois é como nos sentimos: fracos. É como fracos, que ao amar visando o bem do amado, nos curvamos diante da liberdade de quem fez suas escolhas boas ou ruins. Fracos? Não! Fortes! Fortes porque nos tornamos capazes de esperar na janela da fé e da confiança. Isso também é escolha. Somos nossas escolhas e o resultado será de acordo com o que fizermos com as escolhas feitas. Desejo a você um amor feito de escolhas. Desejo a você um amor feito de espera. Ame. Espere. Confie.

(Pe.  Vicente)

Fonte:

http://blog.cancaonova.com/padrevicente/2009/05/28/ama-espera-e-confia/

*http://www.bethania.com.br/quem-somos/nossa-historia

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