100 anos do TOM :))

Dedicados à obra de Antonio Carlos Jobim já lançados, os CDsJobim Jazz (2007) e + Jobim Jazz (2011), o violonista, arranjador e produtor Mario Adnet apresentou arranjos jazzísticos para canções menos óbvias do maestro, selecionadas a partir de pesquisas na riquíssima obra de Tom Jobim. Vale a pena assistir todos os vídeos desse lindo projeto musical.

Tom, que Deus o tenha em um lugar maravilhoso!

Ferreira Gullar – 04/12/2016 :(

Foto: Eder Chiodetto
Foto: Eder Chiodetto

Um país sem “pão” e com muita poesia…

Ferreira Gullar

Não há vagas

O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão
O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras
– porque o poema, senhores,
está fechado:
“não há vagas”
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço
O poema, senhores,
não fede
nem cheira.

Hoje é dia da Poesia… Tom Jobim

Eu amo poesia, música e fotografia…

Tom, poeta e músico, cantou uma história…  “a meia luz”

Uma linda cena aonde ao mesmo tempo em que o sol se põe a lua nasce…

Fotografia :))

E viva a poesia!

Paula Morelenbaum, Jaques Morelenbaum & Ryuichi Sakamoto – Fotografia (Photograph) by Antonio Carlos Jobim

-uploaded in HD at http://www.TunesToTube.com

O sonho é que leva a gente pra frente… Ariano Suassuna

 

o-escritor-poeta-e-dramaturgo-ariano-suassuna-e-sua-mulher-zelia-em-recife-penegativo-12116-1991-1378496031495_956x500
google.com

Ariano Vilar Suassuna nasceu em João Pessoa, 16 de junho de 1927. Foi um dramaturgo, romancista, ensaísta e poeta brasileiro.

Idealizador do Movimento Armorial e autor de obras como Auto da Compadecida e O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, foi um preeminente defensor da cultura do Nordeste do Brasil.

Em 1962, a encenação do Auto da Compadecida (peça teatral em forma de auto) projetou Ariano Suassuna, e foi considerada por Sábato Magaldi  “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”. Transformada em minissérie pela Rede Globo de Televisão em 1999 e adaptada para o cinema em 2000.

Um dos fundadores do Movimento Armorial, que teve como objetivo, criar uma arte erudita a partir da Cultura Popular do Nordeste Brasileiro através de suas diversas expressões: música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura e etc

Ocupou o cargo de Secretário de Cultura de Pernambuco (1994-1998) e secretário de Assessoria do governador Eduardo Campos até abril de 2014.

Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2000)

Assumiu a cadeira 35 na Academia Paraibana de Letras em 2000, cujo patrono é Raul Campelo Machado

Em 1993, foi eleito para a cadeira 18 da Academia Pernambucana de Letras, cujo patrono é o escritor Afonso Olindense.

Desde 1990, ocupava a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é Manuel José de Araújo Porto Alegre, o barão de Santo Ângelo.

No dia 23 de julho de 2014 perdemos o nosso “realista esperançoso”.

(Fonte: Wikipédia)

Leia mais:

Biografia de Ariano Suassuna

Movimento Armorial

Auto da Compadecida

“Sou um escritor de poucos livros e poucos leitores. Vivo extraviado em meu tempo por acreditar em valores que a maioria julga ultrapassados. Entre esses, o amor, a honra e a beleza que ilumina caminhos da retidão, da superioridade moral, da elevação, da delicadeza, e não da vulgaridade dos sentimentos.”

Suassuna apresenta um Brasil simples no projeto Arte como Missão
google.com

“O ser humano é o mesmo em qualquer lugar, em qualquer tempo, em qualquer que seja a sua condição. Você pode ser rico ou pobre, mas os problemas que afetam verdadeiramente o ser humano são os mesmos.”

o-escritor-poeta-e-dramaturgo-ariano-suassuna-usa-maquina-de-escrever-1378496045568_956x500
google.com

“O autor que se julga um grande escritor, além de antipático é burro, imbecil. Um escritor só pode ser julgado depois da sua morte. Muito tempo depois.”

“O sonho é que leva a gente para a frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado.”

É tanta qualidade que exigem pra dar emprego, que não conheço um patrão com condições de ser empregado.” (João Grilo, O Auto da Compadecida)

“Nós não precisaremos nunca de inventar uma imagem falsa da Vida para poder amá-la. Porque, na dureza e sob o Sol, nós aprendemos à força a amá-la, com o que ela tem de ardente e glorioso, mas também com o que possui de degradado, sangrento e sujo.” (“A Pedra do Reino”, 1958-70).

“Os brasileiros de compreensão e caráter menos elevados estão satisfeitos e sem remorsos, absolutamente de acordo com a situação e subornados por seus carros, suas piscinas, seus apartamentos, seus salários, suas rendas, seus empregados ou seus títulos universitários.” (“Aula Magna”, 1992).

“Eu tenho dentro de mim um cangaceiro manso, um palhaço frustrado, um frade sem burel, um mentiroso, um professor, um cantador sem repente e um profeta.” (entrevista, 2000).

“Há duas raças de gente com quais simpatizo: mentiroso e doido, porque eles são primos dos escritores. (…) Na minha vida não acontece nada. Se eu não mentir, o que é que eu vou contar?”

“A alma humana divide-se no hemisfério rei e no hemisfério palhaço. O que há de trágico é ligado ao primeiro, e o que há de cômico, ao segundo. O hemisfério rei se complementa com o hemisfério profeta. O hemisfério poeta, com o palhaço. No meu entender o ser humano tem duas saídas para enfrentar o trágico da existência: o sonho e o riso”

“Posso dizer que, como escritor, eu sou, de certa forma, aquele mesmo menino que, perdendo o pai assassinado no dia 9 de outubro de 1930, passou o resto da vida tentando protestar contra sua morte através do que faço e do que escrevo (…)”

“No Nordeste, a gente chama a morte de Caetana. Eu não gosto dela não. Eu me recuso a morrer. Toda morte tem um componente de suicídio, e eu não me rendo”

ariano_suassuna1
google.com

Luar espere um pouco que Chico Buarque está fazendo 7.0

 

 

De olhos apaixonantes, voz inconfundível e estilo no cantar, meu Chico e de todo mundo está completando 70 anos… São várias as homenagens a esse músico, poeta instigante, filósofo,rebelde, visionário e tantas coisas mais…

Cresci, amadureci e cheguei até aqui ouvindo e cantando Chico Buarque de Hollanda.

Lembro como se fosse hoje, eu  três anos de idade, ainda de fraldas, vendo a minha imagem refletida no vidro da “radiola” da minha casa, escutando,dançando, aprendendo as letras e cantando as melodias de Chiquinho(nem sabia o que significava mas já sentia que a coisa era muito boa rssss), hipnotizada pelos seus lindos olhos, na fotografia que estampava a capa do seu primeiro Vinil lançado em 1966…

Eu morava no alto sertão do Piauí, meu pai trabalhava na Chesf e estávamos todos acampados para a construção da Barragem de Boa Esperança, sim! Mas a sua voz chegava até lá!

É uma paixão antiga… Um amor eterno…   Vamos que vamos Chiquinho!!

 
Para ouvir o Vinil completo (Eu tenho esse vinil :-))
http://www.youtube.com/watch?v=rKL-lRCmbis