TUDO É EFÊMERO…

Não penses para amanhã. Não lembres o que foi de ontem. A memória teve o seu tempo quando foi tempo de alguma coisa durar. Mas tudo hoje é tão efémero. Mesmo o que se pensa para amanhã é para já ter sido, que é o que desejamos que seja logo que for. É o tempo de Deus que não tem futuro nem passado. Foi o que dele escolhemos do nosso absoluto. Não penses para amanhã na urgência de seres agora. Mesmo logo à tarde é muito tarde. Tudo o que és em ti para seres, vê se o és neste instante. Porque antes e depois tudo é morte e insensatez. Não esperes, sê agora. Lê os jornais. O futuro é o embrulho que fizeres com eles (…).

Vergílio Ferreira

O OLHAR DO AMOR…

Porque somos sós,

Somos únicos…

Somos como uma ilha,

Cercada de amor por todos os lados;

Basta querer enxergar…

Laura By Miguel Alcoforado - Viagem de volta Paris - Alemanha

Laura By Miguel Alcoforado – Viagem de volta Paris – Alemanha

Laura

Laura é um rosto numa luz misteriosa

Passos que você ouve descendo o corredor

Risos que flutuam numa noite de verão

que você nunca pode esquecer.

E você vê laura como em um trem passando

Aqueles olhos, como familiar eles são.

Ela deu lhe seu primeiro beijo

Isto era Laura, mas ela é somente um sonho.

(David Raksin)

http://en.wikipedia.org/wiki/David_Raksin

Ao piano com Erroll Garner – Laura (1954)

http://www.youtube.com/watch?v=ark6RNlnjns&feature=related

Laura, o Filme

http://pt.wikipedia.org/wiki/Laura_(filme)

Clipe do filme:

http://www.youtube.com/watch?v=lE020xpAZW8&feature=related

 Giene Tierne, protagonista do filme:

http://www.youtube.com/watch?v=CFnwJDercZs&feature=related

O CORAÇÃO SABE…

Intuição

É como um flash que dispara de repente e sem explicação.

Só pra deixar os outros cinco sentidos com a impressão

de terem visto uma fotografia que ainda não foi revelada.

http://diariosdabicicleta.blogspot.com.br/2011/10/intuicao.html

Para viajar na fotografia SURREAL de Julie Waroquier clique também:

http://www.youtube.com/watch?v=tLccfFZa2qI&feature=relmfu

Há que se guardar na alma… O que vimos, o que fizemos, o que sentimos…

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“Foi isto que me ensinou o ventre do mar.
Que quem viu a verdade ficará para sempre inconsolável.
E que realmente salvo é apenas quem nunca esteve em perigo. (…)
E aquilo que vimos ficará nos nossos olhos,
aquilo que fizemos ficará nas nossas mãos,
aquilo que sentimos ficará na nossa alma.”
Alessandro Baricco, Oceano Mare

Fotos By Kika Domingues via celular;

Efeitos http://pixlr.com/o-matic/

OS GIRASSÓIS E NÓS …

www.google.com

Eles são submissos. Mas não há sofrimento nesta submissão. A sabedoria vegetal os conduz a uma forma de seguimento surpreendente. Fidelidade incondicional que os determina no mundo, mas sem escravizá-los.
A lógica é simples. Não há conflito naquele que está no lugar certo, fazendo o que deveria. É regra da vida que não passa pela força do argumento, nem tampouco no aprendizado dos livros. É força natural que conduz o caule, ordenando e determinando que a rosa realize o giro, toda vez que mudar a direção do Regente.
Estão mergulhados numa forma de saber milenar, regra que a criação fez questão de deixar na memória da espécie. Eles não podem sobreviver sem a força que os ilumina. Por isso, estão entregues aos intermitentes e místicos movimentos de procura. Eles giram e querem o sol. Eles são girassóis.
Deles me aproximo. Penso no meu destino de ser humano. Penso no quanto eu também sou necessitado de voltar-me para uma força regente, absoluta, determinante. Preciso de Deus. Se para Ele não me volto corro o risco de me desprender de minha possibilidade de ser feliz. É Nele que meu sentido está todo contido. Ele resguarda o infinito de tudo o que ainda posso ser. Descubro maravilhado. Mas no finito que me envolve posso descobrir o desafio de antecipar no tempo, o que Nele já está realizado.
Então intuo. Deus me dá aos poucos, em partes, dia a dia, em fragmentos.
Eu Dele me recebo, assim como o girassol se recebe do sol, porque não pode sobreviver sem sua luz. A flor condensa, ainda que de forma limitada, porque é criatura, o todo de sua natureza que o sol potencializa.
O mesmo é comigo. O mesmo é com você. Deus é nosso sol, e nós não poderíamos chegar a ser quem somos, em essência, se Nele não colocarmos a direção dos nossos olhos.
Cada vez que o nosso olhar se desvia de sua regência, incorremos no risco de fazer ser o nosso sol, o que na verdade não passa de luz artificial.
Substituição desastrosa que chamamos de idolatria. Uma força humana colocada no lugar de Deus.
A vida é o lugar da Revelação divina. É na força da história que descobrimos os rastros do Sagrado. Não há nenhum problema em descobrir nas realidades humanas algumas escadarias que possam nos ajudar a chegar ao céu. Mas não podemos pensar que a escadaria é o lugar definitivo de nossa busca. Parar os nossos olhos no humano que nos fala sobre Deus é o mesmo que distribuir fragmentos de pólvora pelos cômodos de nossa morada. Um risco que não podemos correr.
Tudo o que é humano é frágil, temporário, limitado. Não é ele que pode nos salvar. Ele é apenas um condutor. É depois dele que podemos encontrar o que verdadeiramente importa. Ele, o fundamento de tudo o que nos faz ser o que somos. Ele, o Criador de toda realidade. Deus trino, onipotente, fonte de toda luz.
Sejamos como os girassóis…
Uma coisa é certa. Nós estamos todos num mesmo campo. Há em cada um de nós uma essência que nos orienta para o verdadeiro lugar que precisamos chegar, mas nem sempre realizamos o movimento da procura pela luz.
Sejamos afeitos a este movimento místico, natural. Não prenda os seus olhos no oposto de sua felicidade. Não queira o engano dos artifícios que insistem em distrair a nossa percepção. Não podemos substituir o essencial pelo acidental. É a nossa realização que está em jogo.
Girassol só pode ser feliz se para o Sol estiver orientado. É por isso que eles não perdem tempo com as sombras.
Eles já sabem, mas nós precisamos aprender.

Pe. Fábio de Melo

NÃO DEIXE DE ESCUTAR ESSA MÚSICA…

http://www.youtube.com/watch?v=hU5pI8niESw&feature=related

QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA…

Obrigado por tudo quanto
Você me fez por nada
Por nada se mata
E morre de amor
Não quero parecer com nada
No mundo porque

Apesar da entranha ferida
Donde eu saí pro nada
Do nada também se nasce
Uma flor com todo seu poder
De coloração e magia

Tudo isso é uma questão de saber
Saber viver
Tudo isso é uma questão de amar
Pra entender
Tudo isso é uma questão de querer
Reconhecer
Que quem sabe tudo
nada há de ser, nesse compasso
Há espaço pra quem quiser viver

Muito obrigado
Muito obrigado
Muito obrigado
Por tudo que eu tenho passado

(Djavan)

http://www.youtube.com/watch?v=OL_PLxjKxgI&feature=related

Mensagens para mim mesma… Afinal hoje é o meu dia! REEDIÇÃO

 
Hoje não é o meu aniversário… Mas este post sempre foi o mais visitado deste BLOG… Explico melhor… Essa semana eu resolvi DELETAR o meu BLOG que já vinha alimentando há 6 anos…  Quase perdi tudo! Mas alguém muito especial pediu que eu fizesse um Backup, e não demorou, eu me arrependi; e agora ele renasce, pois como sempre afirmei, ele é meu livro de recortes, um lugar aonde guardo todo que me move, me toca, me emociona; meus amores, minha vida, enfim…  O Olhar de Kika Domingues que, por causa deste evento passa agora a ter o seu Link com o próprio nome do BLOG, o que eu nunca havia conseguido fazer. Não sei se vou continuar a me expressar por aqui, mas não posso negá-lo nem excluí-lo da minha vida… Até quando o WordPress deixar rsssss.

 Siga a postagem e leia as mensagens logo abaixo: 

(Kika by Luiz Carlos - Junho2009 - ps: adoro essa foto!)



Poemas, Palavras, Sentimentos, Desejos… Verdades, algumas…
Poucas… Muito poucas, entre tantas nas quais acredito… 
Queria poder escrever… Mas não consigo! 
 
—————+—————-  
 
 
Do meu querido, Fernando Pessoa… E outros…
 ===================
 
 
Posso ter defeitos,
 
viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
 
mas não esqueço de que a minha vida
 
é a maior empresa do Mundo
 
e que posso evitar que ela vá á falência.
 
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver,
 
apesar de todos os desafios  e
 
incompreensões e períodos de crise.
 
Ser feliz é deixar de ser vitima dos problemas
 
e se tornar um autor da própria historia
 
É atravessar desertos fora de si,
 
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
 
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
 
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
 

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um não.

É ter seguranças para receber uma critica,

mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo-as todas,

um dia vou construir um castelo…”

(Fernando Pessoa)

—- § —-

N A V E G A R

Navega, descobre tesouros,

mas não os tires do fundo do mar,

o lugar deles é lá.

Admira a Lua,

sonha com ela,

mas não queiras trazê-la para Terra.

Goza a luz do Sol,

deixa-te acariciar por ele.

O calor é para todos.

Sonha com as estrelas,

apenas sonha,

elas só podem brilhar no céu.

Não tentes deter o vento,

ele precisa correr por toda a parte,

ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.

As lágrimas?

Não as seques,

elas precisam correr na minha, na tua, em todas as faces.

O sorriso!

Esse deves segurar,

não o deixes ir embora, agarra-o!

Quem amas?

Guarda dentro de um porta jóias, tranca, perde a chave!

Quem amas é a maior jóia que possuis, a mais valiosa.

Não importa se a estação do ano muda,

se o século vira, conserva a vontade de viver,

não se chega a parte alguma sem ela.

Abre todas as janelas que encontrares e as portas também.

Persegue o sonho, mas não o deixes viver sozinho.

Alimenta a tua alma com amor, cura as tuas feridas com carinho.

Descobre-te todos os dias,

deixa-te levar pelas tuas vontades,

mas não enlouqueças por elas.

Procura!

Procura sempre o fim de uma história,

seja ela qual for.

Dá um sorriso àqueles que esqueceram como se faz isso.

Olha para o lado, há alguém que precisa de ti.

Abastece o teu coração de fé, não a percas nunca.

Mergulha de cabeça nos teus desejos e satisfá-los.

Agoniza de dor por um amigo,

só sairás dessa agonia se conseguires tirá-lo também.

Procura os teus caminhos, mas não magoes ninguém nessa procura.

Arrepende-te, volta atrás,

pede perdão!

Não te acostumes com o que não te faz feliz,

revolta-te quando julgares necessário.

Enche o teu coração de esperança,

mas não deixes que ele se afogue nela.

Se achares que precisas de voltar atrás, volta!

Se perceberes que precisas seguir, segue!

Se estiver tudo errado, começa novamente.

Se estiver tudo certo, continua.

Se sentires saudades, mata-as.

Se perderes um amor, não te percas!

Se o achares, segura-o!

Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.

“O mais é nada”.

§——————————§

QUERO SER TEU AMIGO…

“Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.

Nem tão longe e nem tão perto.

Na medida mais precisa que eu possa.

Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,

Da maneira mais discreta que eu souber.

Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.

Sem forçar tua vontade.

Sem falar, quando for hora de calar.

E sem calar, quando for hora de falar.

Nem ausente, nem presente por demais.

Simplesmente, calmamente, ser-te paz.

É bonito ser amigo, mas confesso: é tão difícil aprender!

E por isso eu te suplico paciência.

Vou encher este teu rosto de lembranças,

Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias”

(Fernando Pessoa)

Arquivo Pessoal

“Quem me roubou o tempo que era um

quem me roubou o tempo que era meu

o tempo todo inteiro que sorria

onde o meu Eu foi mais limpo e verdadeiro

e onde por si mesmo o poema se escrevia.”

(Sophia de Mello Breyner Andresen)

° ° °

PS: quando fiz esta postagem não tinha pretensão de coisa alguma…

Apenas registrar o “meu aniversário”, no meu BLOG. Óbvio!

Se você ler a primeira edição vai observar a

quantidade de comentários, o que é muito pouco

para o números de visitas que aqui ficam registradas…

Quantas pessoas que procuram por uma luz… Apenas uma

mensagem…”Mensagens para mim mesma…”

° ° °

 

Reconstrói, arranca, inventa, destrói, refaz mas…

Reconstrói o universo à tua vontade,
Como bem te aprouver,
Mas deixa tudo no mesmo lugar.
Como entre letra e letra, existe uma falha no ar
Uma corrente mutilada que se hesita, uma nesga de rede.
Por isso, toma da esfera em sombra iluminada
Globo onde toda a crosta é terrestre,
O caminho onde toda a palavra é sede,
A tinta negro marfim.
Arranca com a tua palavra em forma de tenaz
O delgado coração da pedra,
O rio em chaga, em vítreo sangue
Das suas veias sagradas,
– Mas deixa, deixa tudo arrumado, nessa desordem e
Guarda o rasto de sombra da tua passagem,
Guarda as chuvas na palma da mão fechada.
E as palavras, as palavras esconde-as
Nas tuas mais recônditas cinzas.
E se as souberes como recuperar
Da forma de todos os ventos, alísios ou bentos,
Tinta em letras tomadas, não importam de que feridas,
Toma-as! Mas,
Deixa à esfera em sombra iluminada
Glóbulo de sangue em tinta de arado,
Um traço imóvel de letra da terra, grão
De livro que não poderá haver fim.
Recupera dos Mil Rios dos Esquecimentos e dos
Orvalhos que requebram na Mãe-d’água de
Mosteiro da terra deserta,
Conduto de outros tantos mares,
A forma que o pulso te deixar, mas atenta
– Deixa tudo no mesmo lugar!
Por cada sopro da montanha uma letra, e uma letra mais
Por cada grão de areia que guardares no peito,
Letra grão de universo,
Sólido sangue em ébano, matiz tinta sangue marfim
Pó liquefeito, tinta-da-china de verso.
Inventa e não importam de que eflúvias chagas,
As horas das cinzas, ardendo inventadas,
Mas deixa tudo exacto, coincidente
Exactamente no mesmo lugar:
– Quer sejam nascentes ou alamedas do mar,
Sejam o que as agulhas tintas das rendas de bilros,
Se entreteça no sangue esquecido dos ventres,
Ou nos hemisférios imaginados, imaginários de nada,
Por cada letra constrói do barro, uma casa, uma lama,
Uma cama, onde dormitarão todas as criações,
Todos os peixes do ar, pássaros arrumados
No universo criado segundo a segunda vontade.
Faz e refaz, destrói e inventa, letra tudo o que jaz,
Mas deixa acesa a luz, quando abandonares
Esta página, em silêncio.
Zela todas as coisas que se abandonaram,
As páginas que não se souberam arder,
E das formas e sombras, atenção:
– Deixa tudo no mesmo lugar!
Leonardo B.

Da Abstracta Página Inicial (reeditado)

Fonte: