INTACTO… (Miriam Monteiro)

abraco_inicial2

Inútil…

Enganei o tempo,
congelei a retina,
refiz caminhos,
desmistifiquei as noites,
entornei venenos,
crucifiquei,
ressuscitei auroras,
inaugurei silêncios,
desabitei manhãs,
afoguei sentidos,
instaurei o caos,
voltei à ordem,
vesti avessos,
despi esperas,
reinventei vésperas,
esqueci um tanto,
desacreditei,
recompus.
Inútil.
Intacto,
permaneces.

Míriam Monteiro

http://migram.blog.uol.com.br/

“O que vocês estão procurando?”

Quem primeiro nos falou de Jesus, quando ainda éramos crianças?

Nossos pais, avós, catequistas…

Levamos conosco a gratidão às pessoas que

nos permitiram conhecer o Filho de Deus.

Porque é certo que ninguém chega a Jesus sozinho.

João Batista apontou o Cordeiro de Deus a seus discípulos.

E estes contaram a outros, que se juntaram ao grupo de seguidores.

Quando caminhamos com Jesus, as nossas ações e palavras irradiam a

a experiência de fé que fazemos.

Quem conhece Jesus como o Deus misericordioso e cheio de bondade,

quem aprende algo dele, automaticamente manifesta a misericórdia e

a bondade com a própria vida.

 É assim que, de fato, a vida e a missão de Jesus chegaram a nós,

sendo transmitidas por todos os que seguiram o Mestre e quiseram

conhecê-lo e aprender dele.

 Todos queremos saber melhor quem é Jesus, onde ele mora, afinal.

E as primeiras palavras sua no Evangelho de João ecoam hoje:

“O que vocês estão procurando?”

O que estamos buscando na vida?

Qual a razão principal da nossa existência, o objetivo que nos move?

O que nos mantém acessa a esperança?

A resposta tem que ver com o conhecimento de Jesus,

pois, diante do desejo de saber onde ele mora, os discípulos

são convidados: “Venham e vejam”. E tendo visto, os discípulos

ficaram com Jesus, e foi então que a vida deles ganhou sentido.

Bem sabemos que Jesus era mesmo itinerante, sem moradia fixa.

Como seu ser e agir são uma só coisa,

Ele pode ser hoje encontrado em várias moradas.

Ele é o Pão e esta nos gestos que alimentam a vida.

Ele é a luz e está nos caminhos que se iluminam.

Ele é a porta e está na liberdade das relações fraternas.

Ele é o bom pastor que conduz,

é a videira à qual estamos ligados como ramos.

Ele é o verdadeiro caminho para a vida, o Filho de Deus,

Mestre e Senhor, nossa ressurreição e nossa vida…

Não é tão difícil saber onde Jesus mora hoje.

Desafio maior é saber o que,

De fato, estamos procurando nesta vida.

 

(Pe. Paulo Bazaglia, SSP- O DOMINGO-

Missa do Segundo Domingo Comum –

Semanário Litúrgico-Catequético)

Como eu sou Girassol… Você é meu SOL.

  

 

 

 O Girassol

 

  

 Ira!

(Edgard Scandurra) 

Eu tento me erguer
Às próprias custas
E caio sempre nos seus braços
Um pobre diabo é o que sou…

Um girassol sem sol
Um navio sem direção
Apenas a lembrança
Do seu sermão…

Você é meu sol
Um metro e sessenta de cinco
De sol
E quase o ano inteiro
Os dias foram noites
Noites para mim…

Meu sorriso se foi
Minha canção também
Eu jurei por Deus
Não morrer por amor
E continuar a viver…

Como eu sou um girassol
Você é meu sol…

Eu tento me erguer
Às próprias custas
E caio sempre nos seus braços
Um pobre diabo é o que sou…

Um girassol sem sol
Um navio sem direção
Apenas a lembrança
Do seu sermão…

Assista o vídeo do IRA!:

http://www.youtube.com/watch?v=eQam7d5FNkU

Para saber mais acesse:

http://grupoira.uol.com.br/

As Principais Mudanças na Ortografia I

 

 

AS PRINCIPAIS MUDANÇAS

NA ORTOGRAFIA – I

___________________________________

DESAPARECE  EM TODAS AS PALAVRAS

ANTES    

FREQÜENTE, LINGÜIÇA, AGÜENTAR

DEPOIS  

FREQUENTE, LINGUIÇA, AGUENTAR

* FICA O ACENTO EM NOMES COMO MÜLLER

————————————————————–

ACENTUAÇÃO 1

 SOME O ACENTO DOS DITONGOS

 ABERTOS ÉI E ÓI DAS PALAVRAS PAROXÍTONAS

(AS QUE TÊM A PENÚLTIMA SÍLABA MAIS FORTE)

ANTES    

EUROPÉIA, IDÉIA, HERÓICO, APÓIO,

BÓIA, ASTERÓIDE, CORÉIA, ESTRÉIA,

JÓIA, PLATÉIA, PARANÓIA, JIBÓIA,

ASSEMBLÉIA         

DEPOIS

EUROPEIA, IDEIA, HEROICO, APOIO,

BOIA, ASTEROIDE, COREIA, ESTREIA,

JOIA, PLATEIA, PARANOIA, JIBOIA,

ASSEMBLEIA

* HERÓI, PAPÉIS, TROFÉU MANTÊM O ACENTO

(PORQUE TÊM A ÚLTIMA SÍLABA MAIS FORTE)

—————————————————————

ACENTUAÇÃO 2  

SOME O ACENTO NO I E NO U FORTES

DEPOIS DE DITONGOS (JUNÇÃO DE DUAS VOGAIS),

EM PALAVRAS PAROXÍTONAS

ANTES    

BAIÚCA, BOCAIÚVA, FEIÚRA

DEPOIS  

BAIUCA, BOCAIUVA, FEIURA

* SE O I E O U ESTIVEREM NA ÚLTIMA SÍLABA,

O ACENTO CONTINUA COMO EM: TUIUIÚ OU PIAUÍ

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ACENTUAÇÃO 3

 SOME O ACENTO CIRCUNFLEXO DAS PALAVRAS

TERMINADAS EM ÊEM E ÔO (OU ÔOS)

ANTES

CRÊEM, DÊEM, LÊEM, VÊEM, PREVÊEM, VÔO, ENJÔOS    

DEPOIS

CREEM, DEEM, LEEM, VEEM, PREVEEM, VOO, ENJOOS

————————————————————————-

ACENTUAÇÃO 4

SOME O ACENTO DIFERENCIAL

ANTES

PÁRA, PÉLA, PÊLO, PÓLO, PÊRA, CÔA

DEPOIS

PARA, PELA, PELO, POLO, PERA, COA

* NÃO SOME O ACENTO DIFERENCIAL EM PÔR (VERBO) /

POR (PREPOSIÇÃO) E PÔDE (PRETÉRITO) /

PODE (PRESENTE). FÔRMA, PARA DIFERENCIAR DE FORMA,

PODE RECEBER ACENTO CIRCUNFLEXO

————————————————————————————-

ACENTUAÇÃO 5

SOME O ACENTO AGUDO NO U FORTE NOS GRUPOS

GUE, GUI, QUE, QUI, DE VERBOS COMO AVERIGUAR,

APAZIGUAR, ARGUIR, REDARGUIR, ENXAGUAR

ANTES

AVERIGÚE, APAZIGÚE, ELE ARGÚI, ENXAGÚE VOCÊ

DEPOIS

AVERIGUE, APAZIGUE, ELE ARGUI, ENXAGUE VOCÊ

OBSERVAÇÃO: AS DEMAIS REGRAS DE ACENTUAÇÃO

PERMANECEM AS MESMAS

  (FONTE: PROFESSOR SÉRGIO NOGUEIRA)

Thiago de Mello – Poesia e Ecologia

 

 

 

Como Um Rio

 

Thiago de Melo

 

Ser capaz, como um rio

que leva sozinho

a canoa que se cansa,

de servir de caminho

para a esperança.

 

E de levar do límpido

a mágoa da mancha,

como o rio que leva

e lava.

 

Crescer para entregar

na distância calada

um poder de canção,

como o rio decifra

o segredo do chão.

 

Se tempo é de descer,

reter o dom da força

sem deixar de seguir.

E até mesmo sumir

para, subterrâneo,

aprender a voltar

e cumprir, no seu curso,

o ofício de amar.

 

Como um rio, aceitar

essas subitas ondas

feitas de águas impuras

que afloram a escondida

verdade das funduras.

 

Como um rio, que nasce

de outros, sabe seguir

junto com outros sendo

e noutros se prolongando

e construir o encontro

com as águas grandes

do oceano sem fim.

 

Mudar em movimento,

mas sem deixar de ser

o mesmo ser que muda.

Como um rio.

———————————–

 

A questão amazônica pode ser complexa,

mas não é complicada.

 

Trata-se do encontro do equilíbrio entre a ocupação,

a utilização das riquezas da floresta e a preocupação

do que ela tem de melhor e mais precioso

para o benefício da vida humana.

 

 Quer dizer, o que ela guarda dentro dela,

nasce dela e vive dela.

 

Ninguém pretende que a floresta seja intocável

e conservada como se fosse um museu.

 

 Afinal, desde que o primeiro Índio abateu a primeira árvore

para fazer a sua canoa ou o esteio de sua maloca

e matou a primeira onça e derrubou o primeiro pavão

para adornar-se com as suas penas coloridas –

que o homem vem convivendo e usando a floresta.

 

Convivência, entretanto harmoniosa.

Como a que ainda hoje mantém com a floresta

o caboclo a que habita o coração das matas.

 

O que se pretende é uma utilização racional, respeitosa,

que nem degrade nem acabe com ávida do verde.

 

Do jeito que o homem a vem maltratando,

sobretudo nos últimos vinte anos,

o futuro da floresta pode ser negro,

ou vermelho, que é a cor, que segundo os cientistas,

terá o deserto que a ela se transformaria.

 

(Trecho do Livro de Thiago de Mello –

Amazônia – A menina dos Olhos do Mundo)