FELIZ 2007, FELIZ ANO NOVO!!!

 

Quem teve a idéia

de Cortar o tempo em fatias

a que se deu o nome de ANO

foi um indivíduo genial,

industrializou a esperança,

fazendo-a funcionar

no limite da exaustão…

 

Doze meses dão para qualquer ser humano

Se cansar e entregar os pontos.

 

Aí entra o milagre da renovação

E tudo começa outra vez com outro número

E outra vontade de acreditar

Que daqui por diante vai ser diferente

 

Carlos Drummond de Andrade

Flávio Venturini e Jorge Vercillo

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A feliz parceria da Música e da Poesia brasileiras:

Flávio Venturini e Jorge Vercillo…

FENIX

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(Flávio Venturini/Jorge Vercillo)

Eu,
prisioneiro meu
descobri no breu
uma constelação
Céus,
conheci os céus
pelos olhos seus
Véu de contemplação
Deus,
condenado eu fui
a forjar o amor
no aço do rancor
e a transpor as leis
mesquinhas dos mortais
Vou
entre a redenção
e o esplendor
de por você viver
Sim,
quis sair de mim
esquecer quem sou
e respirar por ti
e assim transpor as leis
mesquinhas dos mortais

Agoniza virgem Fênix
(O amor)
entre cinzas, arco-íris e esplendor
por viver às juras de satisfazer
o ego mortal

Coisa pequenina,
centelha divina,
renasceu das cinzas
Onde foi ruína
pássaro ferido
hoje é paraíso
Luz da minha vida,
pedra de alquimia
Tudo o que eu queria
Renascer das cinzas

Quando o frio vem
nos aquecer o coração
Quando a noite faz nascer
a luz da escuridão
e a dor revela a mais
esplêndida emoção
O amor

A fênix ou fénix (em grego: φοῖνιξ;, transcrição: foinix) é um pássaro da mitologia egípcia que quando morria entrava em auto-combustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas. Outra característica da fénix é a capacidade de transportar em vôo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes.Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia (Fonte: Wikipédia)

Para ouvir Flávio Venturini Cantando acesse:

http://www.flavioventurini.com.br/    (músicas)

Thiago de Mello – Estatutos do Homem

 
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ESTATUTOS DO HOMEM
   (Ato Institucional Permanente)
 
                                          A Carlos Heitor Cony

 
   
Artigo I
 
   Fica decretado que agora vale a verdade.
   agora vale a vida,
   e de mãos dadas,
   marcharemos todos pela vida verdadeira.
 
 
  
Artigo II

   Fica decretado que todos os dias da semana,
   inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
   têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
 
 
  
Artigo III
 
   Fica decretado que, a partir deste instante,
   haverá girassóis em todas as janelas,
   que os girassóis terão direito
   a abrir-se dentro da sombra;
   e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
   abertas para o verde onde cresce a esperança.
 
 
   Artigo IV
 

   Fica decretado que o homem
   não precisará nunca mais
   duvidar do homem.
   Que o homem confiará no homem
   como a palmeira confia no vento,
   como o vento confia no ar,
   como o ar confia no campo azul do céu.

 
          
        Parágrafo único:
 
          
O homem, confiará no homem
           como um menino confia em outro menino.
 
 
  
Artigo V
 
   Fica decretado que os homens
   estão livres do jugo da mentira.
   Nunca mais será preciso usar
   a couraça do silêncio
   nem a armadura de palavras.
   O homem se sentará à mesa
   com seu olhar limpo
   porque a verdade passará a ser servida
   antes da sobremesa.
 
 
  
Artigo VI
 

   Fica estabelecida, durante dez séculos,
   a prática sonhada pelo profeta Isaías,
   e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
   e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
 
 
   Artigo VII

   Por decreto irrevogável fica estabelecido
   o reinado permanente da justiça e da claridade,
   e a alegria será uma bandeira generosa
   para sempre desfraldada na alma do povo.
 
 
  
Artigo VIII
 

   Fica decretado que a maior dor
   sempre foi e será sempre
   não poder dar-se amor a quem se ama
   e saber que é a água
   que dá à planta o milagre da flor.
 
 
   Artigo IX

   Fica permitido que o pão de cada dia
   tenha no homem o sinal de seu suor.
   Mas que sobretudo tenha
   sempre o quente sabor da ternura.
 
 
   Artigo X

   Fica permitido a qualquer pessoa,
   qualquer hora da vida,
   o uso do traje branco.
 
 
  
Artigo XI
 

  
Fica decretado, por definição,
   que o homem é um animal que ama
   e que por isso é belo,
   muito mais belo que a estrela da manhã. 
  
Artigo XII  
    

   Decreta-se que nada será obrigado
   nem proibido,
   tudo será permitido,
   inclusive brincar com os rinocerontes
   e caminhar pelas tardes
   com uma imensa begônia na lapela.

 
                
Parágrafo único:
 

           Só uma coisa fica proibida:
           amar sem amor. 
  
   

   Artigo XIII
 

  
Fica decretado que o dinheiro
   não poderá nunca mais comprar
   o sol das manhãs vindouras.
   Expulso do grande baú do medo,
   o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
   para defender o direito de cantar
   e a festa do dia que chegou.
 
 
  
Artigo Final.
 
   Fica proibido o uso da palavra liberdade,
   a qual será suprimida dos dicionários
   e do pântano enganoso das bocas.
   A partir deste instante
   a liberdade será algo vivo e transparente
   como um fogo ou um rio,
   e a sua morada será sempre
   o coração do homem.

 Thiago de Mello
Santiago do Chile, abril de 1964

Carlos Ernest – Instrumentista versátil

 

Imagem

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Instrumental (Erudito)

 

(Carlos Ernest Dias)

Forma erudita e alma popular.

 

Carlos Ernest: corne inglês;

Jussara Fernandino: piano;

Eliseu Martins: violino;

Carlos Aleixo: viola;

Firmino Cavazza: cello;

Lúcio Gomes: baixo acústico.

 

Carlos Ernest atua como instrumentista em shows,

gravações e concertos na capital mineira;

Vem trabalhando ao lado de músicos como

Juarez Moreira, Tavinho Moura, Gilvan de Oliveira,

Mauro Rodrigues, Marcus Viana.

e o regente Oiliam Lanna.

 

A música IMAGEM é de sua autoria

e faz parte do CD Instrumental(IMAGEM),

lançado em 1999 pelo selo Karmin –

Belo Horizonte.

 

Para ouvir novamente visite:

www.musicexpress.com.br

Fonte: www.musicexpress.com.br 
 

Quico Fagundes – paixão pela música

Quico Fagundes

Violonista, compositor; atua no segmento religioso.

Formação de violão clássico.

Gaúcho, ligado ao movimento nativista;

Começou a tocar violão aos 9 anos em Porto Alegre,

 aos 11 já tocava Bach, revelando paixão pela música.

Formado em engenharia, trabalha em informática,

 e sempre mantém a música em intensa atividade,

 em recitais de violão clássico, gravação,

ou  participando de trabalhos de outros músicos.

Quico experimenta momentos de oração

 e reflexão, numa busca de Deus,

o que vemos refletidos em suas gravações. 

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fonte do texto: musicexpress

Contato:
quico@fagundes.mus.br

 

Ana Lívia e Marcelo Ramos – GIZA

Giza 

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(Marcelo Ramos)

Instrumental

Piano: Ana Lívia;

Oboé: Kléber Lopes;

Arranjo: Eugênio Matos

Fonte: www.musicexpress.com.br

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"Ana Lívia e Marcelo Ramos se conheceram em 1988,

cursando Música na Universidade de Brasília (UnB).

Desde então tocam juntos.

A união resultou em um trabalho

apreciável e muito agradável de se ouvir.

A cantora Simone,o guitarrista Pat Metheny,

a banda Beatles e a pianista Magdalena Tagliaferro

são referências musicais da dupla"

 

Para ouvir GIZA visite:

www.musicexpress.com.br