PORQUE EU ADORO A POESIA DESSA CANÇÃO…

Aos poetas, músicos e aos amantes…

Choro Bandido

Mesmo que os cantores sejam falsos como eu
Serão bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo miseráveis os poetas
Os seus versos serão bons
Mesmo porque as notas eram surdas
Quando um deus sonso e ladrão
Fez das tripas a primeira lira
Que animou todos os sons
E daí nasceram as baladas
E os arroubos de bandidos como eu
Cantando assim:
Você nasceu para mim
Você nasceu para mim

Mesmo que você feche os ouvidos
E as janelas do vestido
Minha musa vai cair em tentação
Mesmo porque estou falando grego
Com sua imaginação
Mesmo que você fuja de mim
Por labirintos e alçapões
Saiba que os poetas como os cegos
Podem ver na escuridão
E eis que, menos sábios do que antes
Os seus lábios ofegantes
Hão de se entregar assim:
Me leve até o fim
Me leve até o fim

Mesmo que os romances sejam falsos como o nosso
São bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo sendo errados os amantes
Seus amores serão bons

(Chico Buarque e Edu Lobo)

MAIS PELE… Música e Poesia

Ponto de luz…  Aceso na alma

Primeiro a tua mão sobre o meu seio.

Depois o pé – o meu – sobre o teu pé.

Logo o roçar urgente do joelho

e o ventre mais à frente na maré

É a onda do ombro que se instala.

É a linha do dorso que se inscreve.

A mão agora impõe, já não embala

mas o beijo é carícia, de tão leve..

O corpo roda:quer mais pele, mais quente.

A boca exige:quer mais sal, mais morno.

Já não há gesto que se não invente,

ímpeto que não ache um abandono..

Então já a maré subiu de vez.

É todo o mar que inunda a nossa cama.

Afogados de amor e de nudez

somos a maré alta de quem ama..

Por fim o sono calmo, que não é

senão ternura, intimidade, enleio:

o meu pé descansado no teu pé,

a tua mão dormindo no meu seio.

(Rosa Lobato Faria)

“Costumo dizer que tenho um anjo que escreve isto por mim. Só por mim sou muito pouco”,

Rosa Maria de Bettencourt Rodrigues Lobato de Faria (n. Lisboa20 de Abril de 1932 – m. Lisboa2 de Fevereiro de 2010) foi uma escritora, compositora e actriz portuguesa. Foi também autora de diversos livros infantis. Está traduzida em Espanha, França e Alemanha e representada em várias coletâneas de contos, em Portugal e no estrangeiro. 
Foi também conhecida do grande público como atriz de televisão e cinema.
Em 2000, obteve o Prémio Máxima de Literatura.

PORQUE SEM POESIA E MÚSICA A VIDA NÃO VALERIA A PENA…

 Uma canção de Chico…

————–

Porque ontem foi feriado 21 de abril,

aniversário do casamento dos meus pais;

(assim como Brasília eles completariam 52 anos; de casados)

aniversário do pai do meu pai.

Porque a voz de Chico me transporta pra minha casa:

para o quintal da nossa casa;

 a mesa da sala aonde filosofávamos e cantávamos juntos a vida…

§

Quando meu pai chorava pela poesia da vida

e pelas nossas vozes uníssonas…

Porque era bom olhar a vida através dos olhos do meu pai

apesar de tanto realismo; tanta melancolia…

Pela poesia que era, pela que foi, e por todas as poesias que ainda virão…

Porque sem poesia e música a vida não valeria a pena…

Minha mãe e meu pai
Minha mãe e meu pai

MEU OLHAR SOBRE A LINDA MATRIZ DE DOIS CÓRREGOS – SP – BRASIL…

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Em duas viagens feitas a cidade de Dois Córregos  localizada no Planalto Central Paulista, dentre tantos olhares, tenho em especial o da Igreja Matriz do Divino Espírito Santo. Linda e imponente, guarda em sua linhas, detalhes que dificilmente podem fugir às lentes de um fotógrafo. Essas imagens foram feitas em dezembro de 2011 e março de 2012.  Podemos vê-la iluminada pelo “sol a pino”, bem como na linda luz do entardecer, com direito neste dia a uma fina, tênue e clara lua nova. As fotos da missa, registro aqui, foram no dia 31 de dezembro de 2011, não sei se a última do ano; e chovia… Enfim, tanto detalhe ainda é pouco, diante da beleza e das infinitas nuances que guardam essa linda expressão da arquitetura do século XIX. Ainda não me dei por satisfeita…

Um pouco mais da história de Dois Córregos…

HISTÓRIA DE DOIS CÓRREGOS

Última cidade serrana do Estado de São Paulo, a caminho do Oeste, Dois Córregos está localizada em pleno Planalto Central Paulista. Sua Povoação que surgiu da parada de tropeiros que vinham de Minas Gerais, no final da primeira metade do século XIX. Possui esse nome porque as pousadas aconteciam às margens do Ribeirão do Peixe, cujos afluentes são dois córregos, hoje denominados Fundo e Lajeado.

José Alves Mira era natural de Campanha, em Minas Gerais, mas o seu pequeno comboio partiu de Ouro Fino; com ele veio seu irmão Luiz de Mira e seu filho mais velho João Alves de Mira e Mello.
José Alves Mira, nascido em 1802, chegou ao distrito de Brotas por volta de 1846. Nessa época os comboios já contavam com trilhas batidas para caminhar. Os mapas indicavam o planalto ocidental paulista em grande parte, como “zona desconhecida”, quando sequer Bauru existia. Desse modo, José Alves Mira sabia que aqui teria terras disponíveis e certamente chegou informado sobre as condições da região. Passando pela povoação de Brotas, seguiu até atingir as terras da Queixada, um dos bairros do futuro município de Dois Córregos, e ali se instalou.

A chegada de novos comboios (de mineiros a tomar as terras periféricas) e o conseqüente aumento da população, tornou-se necessária construção de uma capela, principalmente porque a capela de Brotas ficava muito distante, tendo nada menos que o rio Jacaré – Pepira e a serra de Brotas a separá-las.
Em 1856 José Alves Mira e Mariano Lopes, proprietários da Fazenda Rio do Peixe, resolveram doar vinte alqueires de terra da mencionada fazenda sob a invocação de Divino Espírito Santo, que se constituiria o local onde hoje se acha a cidade de Dois Córregos.
Conforme depoimentos, José Alves Mira soltou um carro de boi carregado de madeiras, na descida da estrada do Prata, acima da margem direita do rio do Quinca, com a condição de construir a capela no local onde o carro de boi parasse. O carro de boi parou atrás do local onde hoje se ergue a Igreja Matriz do Divino Espírito Santo. E em 4 de Fevereiro de 1856 foi inaugurada a capela, feita de barro e coberta de sapé. Foram, depois, esquadrados os quarteirões para o início da povoação urbana.

ATUAL: Dois Córregos possui vários prédios que apresentam características do final do século XIX e início do século XX, marcando o apogeu da cultura cafeeira na região. O prédio da Igreja Matriz é um marco arquitetônico imponente.

http://www.guiadoiscorregos.com.br/dois-corregos/a-cidade.html

PALAVRA LAVRADA…

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Lavrar a página-útero, plantar a mínima partícula da palavra,a letra que figura o fonema:ovo da minha ideia,sopro do meu cantar.Regar esse sopro,ânima-animus, para que, do alento,surja a palavra,lúdica-música, grávida de signos. Que do toque de ideias e trans/pirações brote o ovo-óvulo plantado,que abra em pá-lavras asas de significantes e significados e alcancem num voo as ondas deste info-mar.Palavra:lavra do meu Eu, ave do meu ser, vida do meu n.ovo viver… Ave, palavra!Palavra,sou eu.

Silvio Torres

http://lavrapalavra.blogspot.com.br/

A CHAVE QUE ABRE O CÉU…

Colorida
Colorida
.._..

Atravesso a noite com um verso
Que não se resolve
Na outra mão as flores como se
Flores bastassem
Eu espero…
E espero…

Não funcionam luzes, telefones
Nada se resolve
Trens parados, carros enguiçados
Aviões no pátio esperam
E esperam

A chave que abre o céu

Da onde caem as palavras

A palavra certa
Que faça o mundo andar

Não funcionam luzes, telefones
Nada se resolve
Trens parados, carros enguiçados
Aviões no pátio esperam

E esperam

A chave que abre o céu
Da onde caem as palavras
A palavra certa

Que faça tudo andar

A Palavra Certa 
Os Paralamas do Sucesso
 
 
 http://www.youtube.com/watch?v=DnPDxqoUlmw