coisas de longe…

Antes da Chuva Chegar
Guilherme Arantes

Sinto agora que o vento
traz coisas de longe de casa libertando a voz
são lugares perdidos, imagens confusas de tempos
que não voltam mais
e pessoas com quem conviví, suas palavras, seus sonhos,
seus atos, seus modos de ver a vida
olhe o que o vento traz, antes da chuva chegar

Pela rua deserta e forrada
de folhas caídas que voam ao léu
corre o meu pensamento
no rastro das nuvens pesadas que habitam o céu

Vejo a casa na qual me criei,
vejo a escola, o jardim,
vejo a cara de cada um dos meus companheiros.
olhe o que o vento traz, antes da chuva chegar
olhe o que o vento traz, antes da chuva chegar

“Quanto espaço há na memória pra você não me esquecer?”

Quanto tempo leva na tua história pra uma história acontecer? Quanto espaço há na memória pra você não me esquecer? Como toda chuva molha meu beijo vai te aquecer Se da ponta dos teus dedos outra flor aparecer Quantas cores tem teu paraíso se tua foto é em pb? E se o filme é colorido como não vou me perder Num sorriso tão bonito como o que acabo de ver? Se você sorrir de novo não consigo mais correr Fecho os olhos pra não ver Vejo e faço outra canção E nessa canção há flores Como as flores de outrora Do meu coração saem flores Que eu vou te entregar agora E nas suas mãos mais flores Desenhe um jardim sem demora Que eu vou levar amores pra você plantar E com beijos vou te pintar da azul Quanto tempo leva na tua história pra uma história acontecer? Quanto espaço há na memória pra você não me esquecer? Como toda chuva molha meu beijo vai te aquecer Se na ponta dos teus dedos outra flor aparecer Não consigo mais correr Fecho os olhos pra não ver Vejo e faço outra canção.

 

Leo Fressato é compositor desde os 14 anos. Começou a escrever sobre amor ainda mais cedo, aos 10 anos de idade, quando, pela perimeira vez, se apaixonou. E, até hoje, assim são as canções de Leo Fressato: um tratado sobre o amor. Entre folhas de outono e invernos rigorosos brotam flores nas canções do rapaz. É preciso que o inverno passe (e que passe depressa). E, para que isso aconteça, Leo brinca. Oras de ser veludo, para tecer delicadeza; oras de ser espinho e sangrar a canção com os gritos de dor dos amores mal fadados. Leo Fressato é feito de flores e de veias saltadas no pescoço. http://www.leofressato.com.br/

pontes imaginárias…

paralelas

By Kika Domingues – paralelas – em 16/06/2018

Dançarinos

você e eu
eterno
encontro
linhas paralelas,
desordenadas ao acaso
Te vejo chegar por pontes
imaginárias coisas que ligam mundos..
Se procuro, nunca encontro.
desprendido do que não foi,
me desfaço num vento e, lá longe
lá onde o sonho, de tão sonhado
pareço acordado, te olho de repente
eu, você, o mundo
tão perto, respiro
instante surpresa
por pouco
parece inventado
por pouco
soa loucura
por pouco
parece dança.
silêncio.
escuta.
é música.

e é tudo verdade.

 

Andre Luiz