O sonho é que leva a gente pra frente… Ariano Suassuna

 

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Ariano Vilar Suassuna nasceu em João Pessoa, 16 de junho de 1927. Foi um dramaturgo, romancista, ensaísta e poeta brasileiro.

Idealizador do Movimento Armorial e autor de obras como Auto da Compadecida e O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, foi um preeminente defensor da cultura do Nordeste do Brasil.

Em 1962, a encenação do Auto da Compadecida (peça teatral em forma de auto) projetou Ariano Suassuna, e foi considerada por Sábato Magaldi  “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”. Transformada em minissérie pela Rede Globo de Televisão em 1999 e adaptada para o cinema em 2000.

Um dos fundadores do Movimento Armorial, que teve como objetivo, criar uma arte erudita a partir da Cultura Popular do Nordeste Brasileiro através de suas diversas expressões: música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura e etc

Ocupou o cargo de Secretário de Cultura de Pernambuco (1994-1998) e secretário de Assessoria do governador Eduardo Campos até abril de 2014.

Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2000)

Assumiu a cadeira 35 na Academia Paraibana de Letras em 2000, cujo patrono é Raul Campelo Machado

Em 1993, foi eleito para a cadeira 18 da Academia Pernambucana de Letras, cujo patrono é o escritor Afonso Olindense.

Desde 1990, ocupava a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é Manuel José de Araújo Porto Alegre, o barão de Santo Ângelo.

No dia 23 de julho de 2014 perdemos o nosso “realista esperançoso”.

(Fonte: Wikipédia)

Leia mais:

Biografia de Ariano Suassuna

Movimento Armorial

Auto da Compadecida

“Sou um escritor de poucos livros e poucos leitores. Vivo extraviado em meu tempo por acreditar em valores que a maioria julga ultrapassados. Entre esses, o amor, a honra e a beleza que ilumina caminhos da retidão, da superioridade moral, da elevação, da delicadeza, e não da vulgaridade dos sentimentos.”

Suassuna apresenta um Brasil simples no projeto Arte como Missão
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“O ser humano é o mesmo em qualquer lugar, em qualquer tempo, em qualquer que seja a sua condição. Você pode ser rico ou pobre, mas os problemas que afetam verdadeiramente o ser humano são os mesmos.”

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“O autor que se julga um grande escritor, além de antipático é burro, imbecil. Um escritor só pode ser julgado depois da sua morte. Muito tempo depois.”

“O sonho é que leva a gente para a frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado.”

É tanta qualidade que exigem pra dar emprego, que não conheço um patrão com condições de ser empregado.” (João Grilo, O Auto da Compadecida)

“Nós não precisaremos nunca de inventar uma imagem falsa da Vida para poder amá-la. Porque, na dureza e sob o Sol, nós aprendemos à força a amá-la, com o que ela tem de ardente e glorioso, mas também com o que possui de degradado, sangrento e sujo.” (“A Pedra do Reino”, 1958-70).

“Os brasileiros de compreensão e caráter menos elevados estão satisfeitos e sem remorsos, absolutamente de acordo com a situação e subornados por seus carros, suas piscinas, seus apartamentos, seus salários, suas rendas, seus empregados ou seus títulos universitários.” (“Aula Magna”, 1992).

“Eu tenho dentro de mim um cangaceiro manso, um palhaço frustrado, um frade sem burel, um mentiroso, um professor, um cantador sem repente e um profeta.” (entrevista, 2000).

“Há duas raças de gente com quais simpatizo: mentiroso e doido, porque eles são primos dos escritores. (…) Na minha vida não acontece nada. Se eu não mentir, o que é que eu vou contar?”

“A alma humana divide-se no hemisfério rei e no hemisfério palhaço. O que há de trágico é ligado ao primeiro, e o que há de cômico, ao segundo. O hemisfério rei se complementa com o hemisfério profeta. O hemisfério poeta, com o palhaço. No meu entender o ser humano tem duas saídas para enfrentar o trágico da existência: o sonho e o riso”

“Posso dizer que, como escritor, eu sou, de certa forma, aquele mesmo menino que, perdendo o pai assassinado no dia 9 de outubro de 1930, passou o resto da vida tentando protestar contra sua morte através do que faço e do que escrevo (…)”

“No Nordeste, a gente chama a morte de Caetana. Eu não gosto dela não. Eu me recuso a morrer. Toda morte tem um componente de suicídio, e eu não me rendo”

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RENATO BORGHETTI – música e estilo inconfundíveis

Renato Borghetti começou na música aos dez anos de idade, tocando uma gaita-ponto que ganhou do pai em Barrra do Ribeiro.

Em pouco tempo já era atração no Centro de Tradições Gaúchas comandado por seu pai e, aos 16 anos, se apresentou pela primeira vez.

Seu primeiro disco, o Gaita-Ponto tornou-se o primeiro álbum de música instrumental brasileira a ganhar um disco de ouro, vendendo cem mil cópias.

Excursionou por todo o Brasil, e por diversos países da Europa, e fez uma temporada no S.O.B.’s, em Nova Iorque.

Em 1991 ganhou o prêmio disco do ano, na categoria regional, da Associação Paulista de Críticos de Arte.

Renato mescla folclore e modernidade em suas composições, tendo um estilo inconfundível. Tem mais de uma quinzena de discos gravados e dezenas de participações em gravações.

(Fonte: Wikipédia)

O homem por trás da Gaita Ponto – Histórias de Renato Borghetti:

Acesse os links abaixo das imagens para conhecer mais histórias da vida de Renato Borghetti

A DOENÇA E A CURA DA SUA FILHOTA

Renato Borghetti conta como ajudou a filha a superar a leucemia
Foto: Gabriela Kirch

http://www.jornalnh.com.br/gente/275444/renato-borghetti-conta-como-ajudou-a-filha-a-superar-a-leucemia.html

SOBRE A FUNDAÇÃO GAITA PONTO

http://www.farrapo.com.br/noticia/2/4449/Talentos-da-Gaita-Ponto-estao-sendo-revelados-na-Fabrica-de-Gaiteiros-

E pra fechar este Post com chave de ouro… Ouça:

Renato e Veco Marques – Da Sétima ao Pontal

ESQUEÇA UM LIVRO – Eu achei… Em cantos da Boa Prosa

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A palavra não foi feia pra enfeitar, brilhar como ouro falso;

a palavra foi feita pra dizer. (Gracilianos Ramos)

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A arte,  mais precisamente, a poesia está sempre me rondando (ela está em tudo que vejo e percebo. E ela vem primeiro do que a própria arte, penso eu)… Mesmo quando não estou em clima de  poesia ela vem ao meu encontro; acho que Deus faz isso comigo para que os dias se tornem mais leves e o meu olhar mais aguçado para os pequenos milagres da vida. Obrigada! Encontrar um livro do Projeto do Livro Esquecido, foi pra mim como uma grande sorte, um sopro do divino, uma luz pra que eu tenha certeza de que não estou sozinha  e que foi do bem e do amor que eu nasci, e que é nele que eu quero viver.

Foi em uma Padaria perto da minha casa, largado entre embalagens de leite que o encontrei… Olhei e logo tive o impulso de entregá-lo ao gerente para o bem de quem o havia esquecido; claro que li o título, depois, aquele gesto simples  de ler em seu interior se havia identificação do dono rsss. Grata supresa tive quando vi que ele estaria endereçado a mim!  Pena que não guardei comigo a data do precioso encontro, mas foi neste setembro,  mês que chega a primavera;  mês de clima fesco e agradável em minha cidade;  mês que marca a chegada do meu filho  a esse mundo, motivo maior para marcar  e comemorar tal encontro…

Um livro de prosas – Em Cantos da Boa Prosa – Poesias, Prosas e Contos são meus preferidos – os devoro rápido , pois o meu tempo todo é pra criar artes gráficas e editar fotografias que nunca tem fim. Corri os meus olhos sobre suas páginas e me identifiquei com a Rosângela Ferraz. Gosto do jeito que ela escreve – 6 prosas – uma escrita de mulher-mãe que fala da vida como quem ama cada pedaço do que viveu, chorou…

“As grandes metas perseguidas eram aquelas quase ao alcance da mão. Chupar manga embaixo da mangueira, olhar estrelas deitada no chão, colocar no colo o filho e enchê-lo de beijos. O êxtase dos pequenos grandes fins. Viver. Sentir a vida do instante, isto é felicidade… Fui ambiciosa, sim. Ambicionei satisfação presente o máximo, em coisas mínimas: amor próprio elevado; amor ao próximo visível. …Agora começo a encarar as primeiras rugas ao redor dos olhos. Cabelos brancos, os primeiros fios (Não é o meu caso, já os tenho há muuito  – Kika Domingues…) Percebo a vida passando em disparada, como descida em montanha russa. E me agarro, medrosa, ao momento de agora vendo claramente, que não trocaria as pequenas metas que alcancei por outras. Nenhuma. Se a rigidez física é certa, quero envelhecer mentalmente elástica, flexibilidade em escala crescente. E mesmo com medo, deitada nos braços da vida, alimentando satisfação infantil, ditada pelas bobagens de cada instante…” (DE CASA E DE FILHOS – Ambição)

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A “orelha” do livro diz:

“Fazer literatura não significa percorrer caminhos floridos, campos verdes com borboletas azuis… Não significa isso. O trabalho literário requer esforço e criatividade constante. O resultado esperado só é obtido após o lapidar paciente, perseverante e preciso da ideia bruta. Tal resultado, mesmo assim, nem sempre satisfaz o autor. E menos ainda satisfaria o leitor exigente. É por isso que muitas vezes acaba no cesto de lixo. Não se pode esquecer, entretanto, que esta atitude é o prenúncio do recomeço teimoso. Mudar a técnica, rever a matéria prima, reformular conceitos, tudo para encontrar uma nova pulsação, novo ritmo, nova maneira de dizer as coisa… Afinal, o dever do escritor se impõe: escrever” (ass: Grupo Boa Prosa)

Participam deste Livro:

Alaíde Correia Lima, Conceição Alves. Fátima Calife, Francinet Leite, Helio Trigueiro, J. P. Sousa, Marco Juno Flores, Mila Cerqueira, Paulo Afonso Paiva, Rosangela Ferraz, Sônia Carneiro Leão, Verônica Costa Romão, Vilma Clóris de Carvalho. Conceição Alves – Organizadora. (Editora Babeco – Olinda – PE).

Enfim! Feliz demais por esse encontro! E faço registro aqui no meu “livro de recortes, meu baú de guardados preciosos” Agora é  escolher um lugar bem interessante para esquecê-lo…

“Esquecer” livros para que outras pessoas o leiam, pode ser uma utopia, mas é uma utopia possível.”

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Para saber mais sobre o Projeto, acesse:

http://spjornal.com.br/10559/projeto-pede-para-esquecer-livros.html

https://www.facebook.com/pages/Esque%C3%A7a-um-livro/491445580917724?fref=ts

Clarice por Claudia Andujar – A história de um retrato

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“Fui à casa de Clarice Lispector para fotografá-la a pedido da revista Claudia,

que naquele ano de 1961 preparava uma reportagem sobre a escritora.

Pouco me lembro daquele dia perdido no tempo, mas há detalhes que guardo para sempre.

Ninguém da revista me acompanhava e fui recebida com muita simpatia por aquela mulher linda,

vestida com simplicidade e elegância. Conversamos pouco.

Quis deixá-la à vontade para a foto, e perguntei como gostaria de se posicionar.

Se não me engano, a ideia de sentar diante da máquina de escrever e começar a trabalhar em algum texto foi de Clarice.

E então ela se deixou absorver pelo ato de escrever, completamente entregue, sem quase notar minha presença”. 

(Fonte: Cosac Naify)

Depoimento da fotógrafa  Claudia Andujar, autora  de um retrato de Clarice encomendado pela Revista Claudia

Esta mesma fotografia foi a capa da biografia “Clarice”, de Benjamin Moser,  Editora Cosac Naify, lançado em 2009.

A LUTA GUARANI…

ASSINEM A PETIÇÃO PÚBLICA:

http://www.peticaopublica.com.br/Confirmacao.aspx?id=30791%2c3814%2c217718

Sobre o site A Luta Guarani

“A Luta Guarani é um site reportagem sobre a grave situação dos povos indígenas Kaiowá e Guarani no Mato Grosso do Sul, criado por Felipe Milanez em colaboração com Maíra Kubík Mano e Paulo Padilha.
Este trabalho é uma homenagem ao cacique Nísio Gomes, assassinado por pistoleiros dentro do territorio tekohá Guaiviry. Assim como outras dezenas lideranças indígenas que foram assassinadas nos últimos anos lutando pelos direitos de seus povos. E outras lideranças indígenas que estão ameaçadas de morte por defender os direitos de seus povos.”

visite o site  http://lutaguarani.wordpress.com/

Fotografia de divulgação do site a Luta Guarani

Marcelo Freixo em defesa dos Guarani-Kaiowá (MS) e do Museu do Índio (RJ), no plenário da Alerj, em 24/10/12.

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ELIANE BRUM sobre a Luta Guarani; em 22 de outubro de 2012

Eliane Brum, jornalista, escritora e documentarista (Foto: ÉPOCA)

– Pedimos ao Governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas decretar nossa morte coletiva e enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar nossa extinção/dizimação total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar nossos corpos. Este é o nosso pedido aos juízes federais.

O trecho pertence à carta de um grupo de 170 indígenas que vivem à beira de um rio no município de Iguatemi, no Mato Grosso do Sul, cercados por pistoleiros. As palavras foram ditadas em 8 de outubro ao conselho Aty Guasu (assembleia dos Guaranis Caiovás), após receberem a notícia de que a Justiça Federal decretou sua expulsão da terra. São 50 homens, 50 mulheres e 70 crianças. Decidiram ficar. E morrer como ato de resistência – morrer com tudo o que são, na terra que lhes pertence.

Há cartas, como a de Pero Vaz de Caminha, de 1º de maio de 1500, que são documentos de fundação do Brasil: fundam uma nação, ainda sequer imaginada, a partir do olhar estrangeiro do colonizador sobre a terra e sobre os habitantes que nela vivem. E há cartas, como a dos Guaranis Caiovás, escritas mais de 500 anos depois, que são documentos de falência. Não só no sentido da incapacidade do Estado-nação constituído nos últimos séculos de cumprir a lei estabelecida na Constituição hoje em vigor, mas também dos princípios mais elementares que forjaram nosso ideal de humanidade na formação do que se convencionou chamar de “o povo brasileiro”. A partir da carta dos Guaranis Caiovás, tornamo-nos cúmplices de genocídio. Sempre fomos, mas tornar-se é saber que se é.

( continue lendo: http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2012/10/decretem-nossa-extincao-e-nos-enterrem-aqui.html)

Fotografias de Felipe Redondo (índios da etnia guarani-caiová)

http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/fotos/2011/12/guarani-caiova.html

Fotografia de divulgação pertencente ao site " A Luta Guarani"
Fotografia de divulgação pertencente ao site ” A Luta Guarani”
Fotografia de divulgação pertencente ao site " A Luta Guarani"
Fotografia de divulgação pertencente ao site ” A Luta Guarani”

I Exposição Coletiva PFC – Tributo a Henri Cartier-Bresson

Convite Exposição Coletiva PFC
Convite Exposição Coletiva PFC

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Fotógrafos ( Profissionais e Amadores) pertencentes ao Pernambuco Foto Clube – PFC
sonharam fazer uma exposição fotográfica.
 
Uma amiga e participante deste grupo,  a Sonia Cortez,  saiu em busca de um espaço para realizar este sonho.
A Livraria Cultura da nossa cidade ( a grande patrocinadora deste evento)
comprou a ideia e o Projeto ganhou forma!
 
Somado a tudo isso,  iniciativas e ações de outros membros deste Clube, que,
por amor a fotografia, se cotizaram e se engajaram no projeto com muita fé  e compromisso,
tornando-o possível; realizável!
  
Destaco ainda o empenho e dedicação na  logística que envolve um evento desse porte,
que também vem sendo desenvolvido pela Sonia Cortez, sem a qual, nada estaria se concretizando.
 
Não podemos deixar de citar as empresas que nos apoiaram como:
 
Teclab
Tempus Filmes
Alpha Gráfica ,
Ilha da Tecnologia ,
Luzia e Lucienne Doces e Salgados,
 
bem como a importante contribuição da nossa Curadora, a Profª Renata Victor,
Coordenadora do Curso de Fotografia da Universidade Católica de PE.
 
Em nome da Administração do Pernambuco Foto Clube – PFC, 
Ana Caula , Francisco Cribari e Lamartine Teixeira.
convido amigos, familiares  e amantes da fotografia para a Abertura da I Exposição Coletiva 
de Fotografia do PFC, a ser realizada no período de 7 de novembro a 7 de dezembro.
 
 
 
O convite fala mais sobre tudo.
 
 
 
 
http://www.pernambucofotoclube.com.br/
 
 
http://www.flickr.com/groups/pernambucofotoclube/pool/
 
 
 
Curta a  página do nosso evento no Facebook!
http://www.facebook.com/pfcbresson
 
confira o evento na Página da Livraria Cultura:
 
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/eventos/resenha/resenha.asp?sid=01614423314101731038802725&nevento=29763