tempo de oração…

“E por não saber o que fazer eu preferi orar…”

Ave Maria (in the Style of Giulio Caccini) · Libera · Fiona Pears · City of Prague Philharmonic Orchestra

New Dawn ℗ 2008 The copyright in this sound recording is owned by Robert Prizeman under exclusive licensed to EMI Records Ltd.

Orchestra: City of Prague Philharmonic Orchestra

Engineer: Jan Holzner

Vocal Ensemble: Libera

Violin: Fiona Pears

Conductor: Robert Prizeman

Producer: Ian Tilley

Keyboards: Ian Tilley Keyboards:

Robert Prizeman Producer: Robert Prizeman

Boy Soprano: Tom Cully

Composer: Giulio Caccini

Auto-generated by YouTube.

o sentimento do mundo… o sal da terra

Rafa Gomes interpretando “Sal da Terra” de autoria de Beto Guedes e Ronaldo Bastos

Clipe do filme “A menina Índigo”. Você já viu?

Anda!
Quero te dizer nenhum segredo
Falo desse chão, da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumarTempo!
Quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir

Vamos precisar de todo mundo
Pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver

A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal daTerra!
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã

Canta!
Leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com seus frutos
Tu que és do homem, a maçã

Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois

Deixa nascer, o amor
Deixa fluir, o amor
Deixa crescer, o amor
Deixa viver, o amor
O sal da terra

Compositores: Ronaldo Bastos / Beto Guedes

vida em viver…

By Kika Domingues
Recife – Boa Viagem – Ago/2019

A vida não é sobre quantas coisas eu posso comprar, sobre quão grande minha casa pode ser, ou até mesmo as imensas viagens que um dia poderei fazer. Se trabalho no sonho ou só trabalho.Qual o meu curso? Sou formada em quê? E ela ainda não é sobre o quanto erro; quem tá aqui pra contar? Mas é sobre o quanto acho vida em viver. A luz que nasce com o dia apesar de mim. Na brisa que mesmo assim, se fechar os olhos, posso sentir em meu rosto. No prazer de hoje. A vida é uma boa e calma leitura de entrelinhas. Deus não é difícil de encontrar.

@bellacrusoe

“roupa de viver…”

By Kika Domingues - meu jardim

By Kika Domingues – meu jardim

🌷Feliz Dia da Mulheres🌸

Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama, acorda e põe sua roupa de viver. Todas as manhãs ela caminha vagarosamente para pegar o ônibus que a levará para lugar nenhum, para ver ninguém. E todas as manhãs ela imagina como serão as tardes, já sabendo a resposta, finge ser feliz assim todas as manhãs. E todas as manhãs ela espera pela noite, ela espera assim arduamente para voltar para seu quarto, e ser triste. É quando ela sente que está assim completa. Completamente triste, mas completa. E quando ela tira a roupa e põe todo o seu corpo em baixo das cobertas quentes e sente que começa a sonhar, é quando ela sorri. Assim pra ninguém. Mas pra ela mesma. E viver vale a pena.

Meu carnaval II :))

Dueto – Chico Buarque e a neta Clara

Consta nos astros, nos signos, nos búzios Eu li num anúncio, eu vi no espelho Tá lá no evangelho, garantem os orixás Serás o meu amor, serás a minha paz Consta nos autos, nas bulas, nos dogmas Eu fiz uma tese, eu li num tratado Está computado nos dados oficiais Serás o meu amor, serás a minha paz Mas se a ciência provar o contrário E se o calendário nos contrariar Mas se o destino insistir em nos separar Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas Os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos Profetas, sinopses, espelhos, conselhos Se dane o evangelho e todos os orixás Serás o meu amor, serás, amor, a minha paz Consta na pauta, no Karma, na carne Passou na novela, está no seguro, picharam no muro Mandei fazer um cartaz Serás o meu amor, serás a minha paz Mas se a ciência provar o contrário E se o calendário nos contrariar Mas se o destino insistir em nos separar Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas Os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos Profetas, sinopses, espelhos, conselhos Se dane o evangelho e todos os orixás Serás o meu amor, serás, amor, a minha paz Consta nos mapas, nos lábios, nos lápis, etc.

Ennio Morricone… Malèna

Pra não esquecer de rever esse belíssimo filme; música e fotografia!!

Em 1941, numa pequena vila localizada na Sicília, um grupo de garotos de 13 anos de idade nutre uma profunda paixão por Malena (Monica Bellucci), a viúva de um soldado local, despertando uma história de amor, perda e coragem. http://Malèna

Porque eu me distraio…

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Feltragem por Fátima Rodrigues

“Ensina-me, Maria, neste advento, a querer, a velar, a guardar, a olhar para o meu interior sem me distrair. Porque eu me distraio. Ajuda-me a caminhar, como tu. Tu carregas Deus sem dizer nada. Isso me comove. Como eu gostaria de me parecer mais com você!
 
Tu carregas Deus em tua paz, em tua ternura, em tua misericórdia, na luz dos teus olhos, nesse teu jeito de estar preocupada pelos detalhes mais humanos, de acolher com teu olhar limpo, de deixar de pensar em ti para pensar no outro.
 
Teu ‘sim’ de Nazaré… Ah, quantos ‘sim’ saíram dos teus lábios, da tua alma! Agora, tu e José não veem mais que o hoje, mas confiam. Em breve, haverá outro passo a ser dado, e Deus lhes marcará esse pedaço de caminho com seus passos, dando-lhes luz.
 
Ajuda-me a ser assim, a dar o meu ‘sim’ nos passos que preciso dar hoje, e confiar em que, para os passos de amanhã, Deus estará comigo. ‘Sim’ ao hoje. ‘Sim’ a este passo.”

“Quanto espaço há na memória pra você não me esquecer?”

Quanto tempo leva na tua história pra uma história acontecer? Quanto espaço há na memória pra você não me esquecer? Como toda chuva molha meu beijo vai te aquecer Se da ponta dos teus dedos outra flor aparecer Quantas cores tem teu paraíso se tua foto é em pb? E se o filme é colorido como não vou me perder Num sorriso tão bonito como o que acabo de ver? Se você sorrir de novo não consigo mais correr Fecho os olhos pra não ver Vejo e faço outra canção E nessa canção há flores Como as flores de outrora Do meu coração saem flores Que eu vou te entregar agora E nas suas mãos mais flores Desenhe um jardim sem demora Que eu vou levar amores pra você plantar E com beijos vou te pintar da azul Quanto tempo leva na tua história pra uma história acontecer? Quanto espaço há na memória pra você não me esquecer? Como toda chuva molha meu beijo vai te aquecer Se na ponta dos teus dedos outra flor aparecer Não consigo mais correr Fecho os olhos pra não ver Vejo e faço outra canção.

 

Leo Fressato é compositor desde os 14 anos. Começou a escrever sobre amor ainda mais cedo, aos 10 anos de idade, quando, pela perimeira vez, se apaixonou. E, até hoje, assim são as canções de Leo Fressato: um tratado sobre o amor. Entre folhas de outono e invernos rigorosos brotam flores nas canções do rapaz. É preciso que o inverno passe (e que passe depressa). E, para que isso aconteça, Leo brinca. Oras de ser veludo, para tecer delicadeza; oras de ser espinho e sangrar a canção com os gritos de dor dos amores mal fadados. Leo Fressato é feito de flores e de veias saltadas no pescoço. http://www.leofressato.com.br/

pontes imaginárias…

paralelas

By Kika Domingues – paralelas – em 16/06/2018

Dançarinos

você e eu
eterno
encontro
linhas paralelas,
desordenadas ao acaso
Te vejo chegar por pontes
imaginárias coisas que ligam mundos..
Se procuro, nunca encontro.
desprendido do que não foi,
me desfaço num vento e, lá longe
lá onde o sonho, de tão sonhado
pareço acordado, te olho de repente
eu, você, o mundo
tão perto, respiro
instante surpresa
por pouco
parece inventado
por pouco
soa loucura
por pouco
parece dança.
silêncio.
escuta.
é música.

e é tudo verdade.

 

Andre Luiz

Do amor… Uma prece para o (meu) bem amado

 

 

O amor – Khalil Gibran

Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
Trabalha para vossa poda.
E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
No pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós
Para que conheçais os segredos de vossos corações
E, com esse conhecimento,
Vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia, se no vosso temor,
Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez
E abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio
E nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Porque o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga:
“Deus está no meu coração”,
Mas que diga antes:
“Eu estou no coração de Deus”.
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
Pois o amor, se vos achar dignos,
Determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
Senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos,
Sejam estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho
Que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado
E agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia
E meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado,
E nos lábios uma canção de bem-aventurança.

Do livro: O Profeta – Gibran Khalil Gibran

Tudo vem a tempo… Hilda Hilst

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Do amor contente e muito descontente – 10

Tenho pedido a todos que descansem
De tudo o que cansa e mortifica:
O amor, a fome, o átomo, o câncer.
Tudo vem a tempo no seu tempo.
Tenho pedido às crianças mais sossego
Menos risos e muita compreensão para o brinquedo.
O navio não é trem, o gato não é guizo.

Quero sentar-me e ler nesta noite calada.
A primeira vez que li Franz Kafka
Eu era uma menina. (A família chorava).
Quero sentar-me e ler mas o amigo me diz:
O mundo não comporta tanta gente infeliz.

Ah, como cansa querer ser marginal
Todos os dias.
Descansem anjos meus. Tudo vem a tempo
No seu tempo. Também é bom ser simples.
É bom ter nada. Dormir sem desejar
Não ser poeta. Ser mãe. Se não puder ser pai.

Tenho pedido a todos que descansem
De tudo o que cansa e mortifica.
Mas o homem

Não cansa.

 
– Hilda Hilst, no livro “Exercícios”. São Paulo: Editora Globo, 2001.

A apaixonante poesia de Matilde Campilho – Fevereiro

 

Escute só, isto é muito sério. Anda, escuta que isso é sério! O mundo está tremendamente esquisito. Há dez anos atrás o Leon me disse que existe uma rachadura em tudo e que é assim que a luz entra, não sei se entendi. Você percebe alguma coisa da mistura entre falhas e iluminação?  Aliás, me diga, você percebe alguma coisa de carpintaria? Você sabe por que meteram um boi naquele estábulo ao invés de um pequeno rinoceronte? Deve ter tido alguma coisa a ver com a geografia. Ou com os felizmente insolussionáveis mistérios que só podem vir do misticismo asiático. Um boi é um bicho tão… inexplicável. Ainda bem. O amor é um animal tão mutante, com tantas divisões possíveis. Lembra daqueles termômetros que usávamos na boca quando éramos pequenininhos? Lembra da queda deles no chão?  Então, acho que o amor quando aparece é em tudo semelhante à forma física do mercúrio no mundo. Quando o vidro do termômetro se quebra, o elemento químico se espalha e então ele fica se dividindo pelos salões de todas as festas. Mercúrio se multiplicando. Acho que deve ser isso uma das cinco mil explicações possíveis para o amor. Ah é! Eu gosto de você. A luz entrou torta por nós a dentro, mas, olha, eu gosto de você! A luz do verão passado quebrou o vidro da melancolia e agora ela fica se expandindo pelas ruas todas. Desde aquele outro lado do Sol até esse tremendo agora.  Hoje ainda faz bastante frio. As cinzas ainda não aterraram sobre as cabeças disfarçadas, tem gente batucando suor e cerveja pelas ruas de nossa cidade sul. Na cidade norte, há ondas de sete metros tentando acertar no terceiro olho dos rapazinhos disfarçados de cowboys. [suspiro] O mestre ainda não veio decretar o começo da abstenção e, olha, a luz ainda está conosco. Sim, o mundo está absurdamente esquisito. Já ninguém confia nas imposições dos prefeitos, a esta hora na terra é um tanto carnaval, um tanto conspiração, um tanto medo. Metade fé, metade folia, metade desespero. E, provavelmente, a esta hora, uma metade do mundo está vencendo e a outra metade dormindo, há ainda outra metade limpando as armas, outra limpando o pó das flores. Mas,  por causa do que me ensinou o místico, eu acredito que exista, agora, alguém profundamente acordado. Alguém que esteja vivendo entre o intervalo tênue entre o sonho e a agilidade. Suponho que ele saiba perfeitamente que este começo de século será nosso batismo do voô para nossa persistência no amor.João molhou a testa de Manuel. Os gritos das ruas molham as testas de nossos corações.  De que lado você está, eu não me importo! De que garfo você come, de que copo você bebe, que posto certo você escolhe, qual é seu orixá, seu partido, sua altura, de qual de suas cicatrizes cuida, que pássaro você prefere, quem é seu pai, qual é seu samba, Pinot noir ou Chardonay, que protetor você usa,  qual é sua pele, seu perfume, qual político, quantos amores você sonha, em que Fernando, em que Ofélia, em que cinema, em que bandeira, em que cabelo você mora, qual dos túneis de Copacabana. Rezo para seus santos quando atravessar. É… é impossível viver no país de Deus. Isso eu te dou de barato. Mas, atravessar o gramado de Deus em bicicleta, isso não é impossível, não. Escuta, isso é sério! Andamos crescendo juntos, distraidamente. As árvores crescem conosco. Nossa pele se estende, nosso entendimento, teso, também. O século cresce conosco. O amor pelas ventas da cara do mundo, também. Quanto a um pra um entre nós dois, isso logo se vê. Não sei nada sobre a paixão, suspeito que você também não. Mas, começo a entender que o compasso da fé está mudando a passos largos. Dois pra lá e dois pra cá. Portanto, escute. Isto é muito serio! Isto é uma proposta aos trinta anos. Agora que o mercúrio assumiu sua posição certa, vem comigo achar o meu trono mágico entre a folhagem. E, no caminho até lá, vem dançar comigo, vem!

 

Mais sobre Matilde Campilho :))

 

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Mas é doce morrer nesse mar de lembrar…

 

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Macapá, uma cidade cortada pela linha do Equador – Foto By jai Mansson

Linha do Equador

 

…Esse imenso, desmedido amor

Vai além que seja o que for

Vai além de onde eu vou

Do que sou, minha dor

Minha linha do equador

Mas é doce morrer nesse mar de lembrar

E nunca esquecer

Se eu tivesse mais alma pra dar

Eu daria, isso pra mim é viver.

(Djavan – Linha do Equador)

 

Ouça essa linda poesia

E aqui também :))

Paraíso se mudou para lá…

Laura

By Kika Domingues – 2018

 

 Presta atenção a essa letra que nos leva as várias “leituras” :))

 

 

VILAREJO

Marisa Monte/Pedro Baby/Carlinhos Brown/Arnaldo Antunes

 

Há um vilarejo ali

Onde areja um vento bom

Da varanda quem descansa

Vê o horizonte deitar no chão

Pra acalmar o coração

Lá o mundo tem razão

Terra de heróis, lares de mãe

Paraíso se mudou para lá

Por cima das casas cal

Frutas em qualquer quintal

Peitos fartos, filhos fortes

Sonhos semeando o mundo real

Toda a gente cabe lá

Palestina Shangri-lá

Vem andar e voa

Vem andar e voa

Vem andar e voa

Lá o tempo espera

Lá é primavera

Portas e janelas ficam sempre abertas

Pra sorte entrar

Em todas as mesas pão

Flores enfeitando

Os caminhos, os vestidos, os destinos

E esta canção

Tem um verdadeiro amor

Para quando você for

Vem andar e voa

Vem andar e voa

Vem andar e voa

Vem andar e voa

 

 

Ouça interpretações especialíssimas

 

 

 

 

… sempre cantando mais, mais…

Canta, canta
Sente a beleza
Canta, canta
Esquece a tristeza
Tanta, tanta
Tanta tristeza
Canta

Canta
Quem canta o mal espanta
Vai sempre cantando mais, mais
Canta pra não chorar

Canta, canta
Canta, vai, vai
Segue cantando em paz
Canta, canta
Canta mais

Canta, Canta Mais
Tom Jobim

 

Ouça outras interpretações

Nova Banda (Voz / Instrumentos)

Vânia Bastos

 

 

Aniversário… Meu desejo para hoje :))

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A poesia em mim – por Kika Domingues

Que a arte não se torne para ti a compensação daquilo que não soubeste ser

Que não seja transferência nem refúgio

Nem deixes que o poema te adie ou divida: mas que seja

A verdade do teu inteiro estar terrestre.

A casa térrea – Sophia de Mello Breyner Andresen

DESEJO

Não quero - By Kika Domingues

Desejo –  By Kika Domingues

Não quero ser calor que aquece, mas sim fogo que alimenta;

Não quero ser carinho que sossega, mas sim contato que excita;
Não quero ser abraço que conforta, mas sim aperto que tira o ar;
Não quero ser companhia pra uma noite solitária, mas sim parceira de vida;
Não quero ser um bate-papo, mas sim uma conversa que desperta alegria;
Não quero ser mão que afaga, mas sim corpo que envolve;
Não quero ser beijo, mas sim encontro de bocas sedentas;
Não quero ser uma pessoa amiga, mas sim ser presença que faz o coração bater muito forte;
Não quero ser garantia de nada, mas sim futuro incerto que intriga e faz seguir em frente;
Não quero ser lembrança agradável, mas sim desejo de quero mais;
Não quero preencher um espaço, mas sim ser o complemento que faltava;
(Cris)

“O amor ainda é o equilibrio que sustenta o mundo em fios invisíveis”

“nunca esqueci o dia  em que libertar pombas  brancas foi lindo e entristecedor.
primeiro a liberdade, o vôo alçado.  meus olhos seguiram uma das pombinhas soltas,
ela não conseguia pousar na copa das arvores, escorregava e voava,
aflita em lugar desconhecido, batia-se entre os prédios procurando pouso
nas paredes lisas de cimento, vazias de concavidades.
um dia de  caos muitas vezes é assim , não sabemos pousar.
e nesse dia  só o que importa é: “eu estou segurando a sua mão”.
e se você segurar a minha mão vai poder sentir todos os anseios do meu corpo,
da minha alma e do meu amor.  vai voar comigo por cima das montanhas,
vai mergulhar, vai não saber nadar também. vai conseguir ouvir o som da minha risada,
vai assistir desenho comigo, só para que eu relaxe.  vai aprender sem entender.
vai sentir o arrepio da minha espinha quando parecendo cair a gente começar a voar.
só preciso que me dê   a mão para que eu possa sentir a calmaria
e o sabor do aconchego trazido na xicara de chá.
nesse dia de caos sou a sombra,  sou o guia de tantos ao meu redor.
sou luar em plena luz do dia.  sou a tempestade logo após o amanhecer.
o caos é o retumbar do meu coração sedento por paz.
aliás, caos é o que antecede a paz.  tão parecido com amor.
tao caótico o amor. tão amoroso esse caos.
0 caos me faz saudade reprimida.0 amor me faz ânsia da chegada.”
(desconheço o autor)

Reconstrói, arranca, inventa, destrói, refaz mas…

Reconstrói o universo à tua vontade,
Como bem te aprouver,
Mas deixa tudo no mesmo lugar.
Como entre letra e letra, existe uma falha no ar
Uma corrente mutilada que se hesita, uma nesga de rede.
Por isso, toma da esfera em sombra iluminada
Globo onde toda a crosta é terrestre,
O caminho onde toda a palavra é sede,
A tinta negro marfim.
Arranca com a tua palavra em forma de tenaz
O delgado coração da pedra,
O rio em chaga, em vítreo sangue
Das suas veias sagradas,
– Mas deixa, deixa tudo arrumado, nessa desordem e
Guarda o rasto de sombra da tua passagem,
Guarda as chuvas na palma da mão fechada.
E as palavras, as palavras esconde-as
Nas tuas mais recônditas cinzas.
E se as souberes como recuperar
Da forma de todos os ventos, alísios ou bentos,
Tinta em letras tomadas, não importam de que feridas,
Toma-as! Mas,
Deixa à esfera em sombra iluminada
Glóbulo de sangue em tinta de arado,
Um traço imóvel de letra da terra, grão
De livro que não poderá haver fim.
Recupera dos Mil Rios dos Esquecimentos e dos
Orvalhos que requebram na Mãe-d’água de
Mosteiro da terra deserta,
Conduto de outros tantos mares,
A forma que o pulso te deixar, mas atenta
– Deixa tudo no mesmo lugar!
Por cada sopro da montanha uma letra, e uma letra mais
Por cada grão de areia que guardares no peito,
Letra grão de universo,
Sólido sangue em ébano, matiz tinta sangue marfim
Pó liquefeito, tinta-da-china de verso.
Inventa e não importam de que eflúvias chagas,
As horas das cinzas, ardendo inventadas,
Mas deixa tudo exacto, coincidente
Exactamente no mesmo lugar:
– Quer sejam nascentes ou alamedas do mar,
Sejam o que as agulhas tintas das rendas de bilros,
Se entreteça no sangue esquecido dos ventres,
Ou nos hemisférios imaginados, imaginários de nada,
Por cada letra constrói do barro, uma casa, uma lama,
Uma cama, onde dormitarão todas as criações,
Todos os peixes do ar, pássaros arrumados
No universo criado segundo a segunda vontade.
Faz e refaz, destrói e inventa, letra tudo o que jaz,
Mas deixa acesa a luz, quando abandonares
Esta página, em silêncio.
Zela todas as coisas que se abandonaram,
As páginas que não se souberam arder,
E das formas e sombras, atenção:
– Deixa tudo no mesmo lugar!
Leonardo B.

Da Abstracta Página Inicial (reeditado)

Fonte:

O QUE É BOM NESTA VIDA, DESPENTEIA…

cabelo ao vento - Rui Carmo

cabelo ao vento – Rui Carmo

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VIVER DESCABELADA

Decidi aproveitar a vida com mais intensidade…

O mundo é louco, definitivamente louco…

O que é bom, engorda. O que é lindo, custa caro.

O sol que ilumina o teu rosto, enruga.

E o que é realmente bom nesta vida, despenteia…

– Fazer amor – despenteia.

– Nadar – despenteia

– Pular – despenteia.

– Tirar a roupa – despenteia.

– Brincar – despenteia.

– Dançar – despenteia.

– Dormir – despenteia.

– Beijar com ardor – despenteia.Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível…Então, como sempre, cada vez que nos encontrar, eu vou estar com o cabelo bagunçado, mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.É a lei da vida: sempre estara mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, do que aquela que decide não subir.Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora.

O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença: Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique seria… e talvez devesse seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz?

Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita…A pessoa mais bonita que posso ser!

O que realmente importa é me olhar no espelho e ver a mulher que devo ser.

Por isso, a minha recomendação a todas as mulheres: entrega-te, come coisas gostosas, beija, abraça, dança, apaixona-te, relaxa, viaja, salta, dorme tarde, acorda cedo, corre, voa, canta, arranja-te para ficares linda, arranja-te para ficares confortável, admira a paisagem, aproveita, e acima de tudo:

Deixa a vida despentear-te!!!!

O pior que pode acontecer é que precises de te pentear de novo…

(Emanuela Milani – Fisioterapeuta Especialista em Saúde da Mulher e Fisioterapia Dermato-Funcional (Estética). colunista da Revista On ToP e do site http://www.belezademulheer.com)

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