Canto de Desalento…

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By Kika Domingues – Dois Córregos – São Paulo – 2011

”Longe do meu reino estou
Ando a procura de um sonho que perdi
Não quero senhora, nem sons de alaúde
Sou mais que um cavaleiro errante
Tudo tive e nada tenho
Sigo atrás de um sonho só
Eu vi a flor mais bela da estrada
Deitar-se ao vento
E secar ao sol
Meus olhos se turvaram
Ao pó da estrada
E nem por isso o pranto derramei

Nada devo ao meu lugar
Não tenho raízes, sou sem rei, não tenho lar
Dize-me donzela
Que de mim te ocultas
Qual o caminho que procuro
Nem eu mesmo sei achar
Dor imensa me acompanha

Eu vi a flor mais bela da estrada
Deitar-se ao vento
E secar ao sol
Meus olhos se turvaram
Ao pó da estrada
E nem por isso o pranto derramei”

Toninho Horta – “Canto de Desalento”

PAZ…

 By Tumbrl.com

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Meu coração é quente, fazia frio por todos os lados mas algo me protegia, me aquecia. Eu não sentia o mundo como todo mundo, haviam guerras, mas em mim havia paz. Uma paz que transbordava, eu ficava sorrindo pelos cantos, suspirando. Se eu me entristece tinha para onde correr, e embriagar a tristeza em um abraço apertado. Tinha refúgio, proteção. Eu não abriria mão disso nunca, ninguém abre mão do seu maior bem. O ar passeava pelo meu corpo, o coração batia forte; eu era cheia de vida. Havia vida em mim como nunca teve, meus olhos brilhavam sem o tom opaco da solidão. Eu era completa, eu tinha tudo.

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(Fonte: verseto, via miragemdomar)

Que seja doce…

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Que seja doce… By Kika Domingues

Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante…

Caio Fernando Abreu

A saudade que eu sinto de você…

Mas tudo vai ficar bem agora…

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Foto:  Kika Domingues – Dois Córregos – SP – Dez/2011

Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros.

Que o sol brilhe cálido sobre tua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.

E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão.

(Antiga Bênção Irlandesa)