O vento sopra e não se sabe de onde vem, mas dá pra senti-lo. (João 3)

Olhando a chuva - Kika Domingues
Olhando a chuva – Kika Domingues

Uma vez ouvi que a respeito das maneiras como Deus se manifesta

entre os homens, podemos utilizar a metáfora da chuva.

Quando está chovendo, não é necessário que alguém saia pelas ruas com uma placa que informe que está chovendo,

todos estão sentindo, é dispensável o aviso.

E quando não está chovendo, não adianta usar a placa,

porque qualquer pessoa facilmente nota que se trata de um engano,

ou de uma loucura.

Assim é com o Espírito de Deus em nós,

quando ele age, não precisamos explicar muito

e nem desejamos defini-lo, pois sua presença manifesta explica-se por si só.

E quando não é Ele quem está agindo,

se alguém tentar dizer que Ele está, não passará de engano.

Deus é discreto e notório.

Não precisa de alarde sobre sua presença e quando é Ele mesmo quem age,

os que são nascidos dEle sabem, sentem. Só não vale tentar prendê-lo,

formatá-lo, controlá-lo, pois é como o vento, não se pode prender, apenas sentir.

©2013 Alexandre Robles

“…colorindo as horas cotidianas…”

Flores na Janela - Kika Domingues
Flores na Janela – Kika Domingues

 

Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas:
Verde!… E que leves, lindas filigranas
Desenha o sol na página deserta!

Não sei que paisagista doidivanas
Mistura os tons… acerta… desacerta…
Sempre em busca de nova descoberta,
Vai colorindo as horas quotidianas…

Jogos da luz dançando na folhagem!
Do que eu ia escrever até me esqueço…
Pra que pensar? Também sou da paisagem…

Vago, solúvel no ar, fico sonhando…
E me transmuto… iriso-me… estremeço…
Nos leves dedos que me vão pintando!

Mario Quintana – A Rua dos Catavento