de brilho questionador no olhar…

 

 

(The_Birds_by_themobius.jpg) 

 

Escolho meus amigos não pela pele ou outro

arquétipo qualquer, mas pela pupila.

Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.

Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

Deles não quero resposta, quero meu avesso.

Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.

Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem

das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.

Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.

Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.

Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.

Quero amigos sérios,

daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,

mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos nem chatos.

Quero-os metade infância e outra metade velhice!

Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;

e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou.

Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos,

nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

 Oscar Wilde

 

 

NÃO SE VIVE… NEM SE SOBREVIVE…

 
 

                                                                                                                                                                                                                     (by skeith davis young)
  
 
 
 
 

Se calhar sou doida, sofro da mais antiga enfermidade do ser humano

e que ainda nenhum cientista se lembrou de diagnosticar,

estudar e classificar como uma patologia: não sei viver sem amor.

Preciso de amar e de ser amada para viver sem me deixar engolir pela realidade,

sem sentir que estou a lutar para me manter à tona.

A vida sem amor é para mim uma questão de sobrevivência,

um deserto imenso e assustador, um vazio do tamanho do buraco negro.

Porque antes de tudo e depois de tudo, está o amor.

E tudo acaba, tudo passa, tudo se desfaz, se desfigura,

se dissipa, se enterra ou se transforma, mas o amor nunca acaba,

porque é impossível viver sem amor.

Mesmo que só existam palavras, o amor vive-se na mesma.

A pior coisa é não amar, penso que isso não existe

 

Margarida Rebelo Pinto in “O Diário da tua Ausência”.

 

 

 

“Somos o que pensamos. O que somos surge com nossos pensamentos. Como nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo. “

 

Para não esquecer de agradecer pelo dia de hoje…

 

 

Que a paz esteja dentro de você hoje.

Que você creia estar exatamente onde você deve estar.

Que você acredite nas infinitas possibilidades que nascem do destino.

Que você usufrua as graças que recebeu

e passe adiante o amor que lhe foi dado.

Que você seja feliz sabendo que é um filho de Deus.

Que você deixe a presença de Deus entrar em teu corpo

e permita à tua alma a liberdade de cantar, dançar, orgulhar-se e amar.

Ele está lá, para cada um de nós.

Prece de Madre Teresa de Calcutá

 

 

 

Chorar e Rir…

 

 

(google.com)

  

  

E enquanto uma chora, outra ri;

é a lei do mundo, meu rico senhor;

é a perfeição universal.

Tudo chorando seria monótono,

tudo rindo, cansativo;

mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas,

soluços e sarabandas,

acaba por trazer à alma do mundo

a variedade necessária,

e faz-se o equilíbrio da vida.

Machado de Assis, in ‘Quincas Borba’