UM POUCO DE SILÊNCIO… É BOM!

UM POUCO DE SILÊNCIO

 

Nesta trepidante cultura nossa, da agitação e do barulho, gostar de sossego é uma excentricidade. Sob a pressão do ter de parecer, ter de participar, ter de adquirir, ter de qualquer coisa, assumimos uma infinidade de obrigações. Muitas desnecessárias, outras impossíveis, algumas que não combinam conosco nem nos interessam.

Não há perdão nem anistia para os que ficam de fora da ciranda: os que não se submetem mas questionam, os que pagam o preço de sua relativa autonomia, os que não se deixam escravizar, pelo menos sem alguma resistência.

O normal é ser atualizado, produtivo e bem-informado. É indispensável circular, estar enturmado. Quem não corre com a manada praticamente nem existe, se não se cuidar botam numa jaula: um animal estranho.

Acuados pelo relógio, pelos compromissos, pela opinião alheia, disparamos sem rumo — ou em trilhas determinadas — feito hâmsteres que se alimentam de sua própria agitação.

Ficar sossegado é perigoso: pode parecer doença. Recolher-se em casa ou dentro de si mesmo, ameaça quem leva um susto cada vez nos que examina sua alma.

(…)

Além do desgosto pela solidão, temos horror à quietude. Logo pensamos em depressão: quem sabe terapia e antidepressivo? Criança que não brinca ou salta nem participa de atividades frenéticas está com algum problema.

O silêncio nos assusta por retumbar no vazio dentro de nós. Quando nada se move nem faz barulho, notamos as frestas pelas quais nos espiam coisas incômodas e mal resolvidas, ou se enxerga outro ângulo de nós mesmos. Nos damos conta de que não somos apenas figurinhas atarantadas correndo entre casa, trabalho e bar, praia ou campo.

Existe em nós, geralmente nem percebido e nada valorizado, algo além desse que paga contas, transa, ganha dinheiro, e come, envelhece, e um dia (mas isso é só para os outros!) vai morrer. Quem é esse que afinal sou eu? Quais seus desejos e medos, seus projetos e sonhos?

No susto que essa idéia provoca, queremos ruído, ruídos. Chegamos em casa e ligamos a televisão antes de largar a bolsa ou pasta. Não é para assistir a um programa: é pela distração.

Silêncio faz pensar, remexe águas paradas, trazendo à tona sabe Deus que desconserto nosso. Com medo de ver quem — ou o que — somos, adia-se o defrontamento com nossa alma sem máscaras.

Mas, se a gente aprende a gostar um pouco de sossego, descobre — em si e no outro — regiões nem imaginadas, questões fascinantes e não necessariamente ruins.

Nunca esqueci a experiência de quando alguém botou a mão no meu ombro de criança e disse:

— Fica quietinha, um momento só, escuta a chuva chegando.

E ela chegou: intensa e lenta, tornando tudo singularmente novo. A quietude pode ser como essa chuva: nela a gente se refaz para voltar mais inteiro ao convívio, às tantas frases, às tarefas, aos amores.

Então, por favor, me dêem isso: um pouco de silêncio bom para que eu escute o vento nas folhas, a chuva nas lajes, e tudo o que fala muito além das palavras de todos os textos e da música de todos os sentimentos.

(Lya Luft – do livro: Pensar é transgredir)

O B R I G A D O P O R T U D O . . . SEMPRE!!

Nota

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O ato de cultivar uma “atitude de gratidão” tem sido relacionado por psicólogos a uma saúde me­­lhor, a um sono mais profundo, a menor ansiedade e depressão, a maior satisfação com a vida a longo prazo e a um comportamento mais gentil para com os outros, inclusive parceiros românticos.

Um novo estudo demonstra que sentir-se grato faz com que as pessoas se tornem menos passíveis de ficarem agressivas quando provocadas.

Mas, e se você não for do tipo grato? De acordo com os pesquisadores, comece com uma gratidão “light”. Esse é o termo usado por Robert A. Emmons, da Uni­­versi­­dade da Califórnia, em Da­­vis, para a técnica que ele utilizou em seus experimentos pioneiros conduzidos juntamente com Michael E. McCullough, da Uni­­versidade de Miami.

Eles instruíram as pessoas a manter um diário listando cinco coisas pelas quais elas se sentiam gratas, como a generosidade de um amigo, algo que aprenderam ou um pôr do sol que lhes tenha agradado.

O diário de gratidão era breve – só uma frase para cada uma das cinco coisas – e era preenchido só uma vez por semana, mas após dois meses houve efeitos significativos. Em comparação com o grupo de controle, os indivíduos que mantiveram o diário de gratidão eram mais otimistas e mais felizes. Eles relataram menos problemas físicos e passaram mais tempo se exercitando.

Outros benefícios foram observados num estudo de sobreviventes de poliomielite e outros com problemas neuromusculares. Aqueles que mantiveram um diário de gratidão relataram se sentir mais felizes e mais otimistas do que aqueles no grupo de controle, e esses relatos foram corroborados com observações de seus cônjuges. Essas pessoas gratas também adormeciam mais rapidamente à noite, tinham um sono mais longo e acordavam se sentindo mais renovadas.

“Se você quer dormir melhor, conte seus benefícios em vez de carneirinhos”, aconselha Em­­mons no livro Thanks! (“Obriga­­do!”, em tradução livre), sobre a pesquisa da gratidão.

Mas não confunda gratidão com endividamento. Claro, você pode se sentir obrigado a devolver um favor, mas isso não é gratidão, pelo menos não segundo a definição dos psicólogos. Endivida­­mento é um sentimento mais negativo e não resulta nos mesmos benefícios que a gratidão, que lhe inclina a ser gentil com todos, não somente um benfeitor.

Reação em cadeia

Num experimento da Univer­­sidade Northeastern, Monica Bartlett e David DeSteno sabotaram os computadores de cada participante e armaram para que um outro aluno os consertasse. De­­pois disso, os alunos que haviam sido ajudados eram mais passíveis de se voluntariarem para ajudar outra pessoa – um completo estranho – em alguma tarefa não relacionada. A gratidão promoveu carma bom. E se funciona com estranhos…

Tente com a sua família. Não importa o quão disfuncional ela seja, a gratidão ainda pode funcionar, diz Sonja Lyubomirsky da Universidade de Califórnia, em Riverside.

“Agradeça por cada gesto gentil ou generoso. Expresse sua admiração pelas habilidades ou talentos alheios – usar com destreza uma faca de cozinha, por exemplo. E dê ouvidos de verdade, mesmo quando o seu avô estiver lhe entediando novamente com a mesma história da Segunda Guerra Mundial”, diz.

Gazeta do Povo

QUE SEJAM PROTEGIDOS TODOS OS QUE VEEM MUITO ALÉM…

Sou dessa leva de gente que tem como sina ver demais. Sentir demais. Amar quase do tamanho do amor. Traço de nascença, uma estranha dádiva que, durante temporadas, pra facilitar a própria vida, egoísmo que seja, a gente tenta disfarçar de tudo que é maneira que aprende. Mas não tem jeito, nunca terá, nascer assim é irremediável, o que é preciso é desaprender o medo.

Por tudo o que é mais sagrado nesse mundo e em quaisquer outros que não tenho certeza se existem, mas suspeito, muitas vezes eu desejei não ver tanto. Criança, quando senti isso sem saber palavras, inventei minha miopia. Não adiantou: o encurtamento dos olhos é só do lado de fora, por dentro eu vejo muito comprido. Alguns sentem vida, sentem beleza, sentem amor, com doses de conta-gotas. Eu, não: é uma chuvarada dentro de mim.

Que os sensíveis sejam também protegidos. Que sejam protegidos todos os que veem muito além das aparências. Todos os que ouvem bem pra lá de qualquer palavra. Todos os que bordam maciez no tecido áspero do cotidiano. Todos os que propagam a bondade. Todos os que amam sem coração com cerca de arame farpado. Que sejam protegidos todos os poetas de olhar e de alma, tanto faz se dizem poesia com letras, gestos, silêncios ou outro jeito de fala. Que sejam protegidos não por serem especiais, que toda vida é preciosa, mas porque são luzeiros, vez ou outra um bocadinho cansados, no escuro assustado e apertado do casulo desse mundo.

Ana Jácomo

QUEM ME DIZ? QUANTAS SÃO AS DORES E ALEGRIA DE UMA VIDA…

Feita Pra Acabar

Marcelo Jeneci

 

 

Quem me diz
Da estrada que não cabe onde termina
Da luz que cega quando te ilumina
Da pergunta que emudece o coração

Quantas são
As dores e alegrias de uma vida
Jogadas na explosão de tantas vidas
Vezes tudo que não cabe no querer

Vai saber
Se olhando bem no rosto do impossível
O véu, o vento o alvo invisível
Se desvenda o que nos une ainda assim

A gente é feito pra acabar
Ah Aah

A gente é feito pra dizer
Que sim
A gente é feito pra caber
No mar
E isso nunca vai ter fim

Uh Uhhh

BJORK – T R A V E S S I A . . . Sem a música, a vida seria um erro (Friedrich Nietzsch)

Na travessia da vida aonde a música é a minha

companhia constante, encontrei essa interpretação de

BJORK… Sem palavras…

Confesso que nunca escutei ou pesquisei

absolutamente nada dessa figura tão bela e exótica…

Claro que ouvi falar…

Dentre tantas coisas pelas quais vale a pena viver,

uma delas é a música.

A gente sempre está se surpreendendo e

se encantando com ela; Quando você pensa que já  viu tudo…

Não canso de escutar…

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bj%C3%B6rk

CONCENTRE-SE EM SER FELIZ…

Nós estamos constantemente julgando outras pessoas, a nós e nossas situações.

Parece que a vida é um constante show da realidade com um painel de juízes sempre em evidência. Mas, a natureza de julgamento da mente, não vai dar-nos paz ou felicidade.
Para alcançar uma verdadeira paz interior, nós temos que ir muito além do jogo de julgamento de inferioridade e superioridade.

PORQUE SER MENOS CRÍTICO?

Nós Sofremos

Quando julgamos os outros, é difícil não ter um sentimento (consciente ou inconscientemente) de superioridade/orgulho.
Quando julgamos os outros, nós baixamos nossa própria consciência.
“Se nós julgamos os outros com a nossa mente humana apagada, com a mente intelectual, com a mente sofisticada, as pessoas que julgamos não perdem um pingo de sua realização, de sua realidade. Mas nós perdemos.
Como é que perdemos? Quando começamos a duvidar de outros, oferecemos algo de nossa própria existência para o mundo exterior, algo de nossa própria realidade e, eventualmente, nos tornarmos muito fracos. ” – Sri Chinmoy

PODEMOS ESTAR ERRADOS

Ao julgar os outros estamos sempre a julgar apenas uma pequena parte da sua natureza. Pode até ser uma informação de segunda mão. Podemos ouvir a opinião de alguém e levá-la como uma fofoca. Mas, quem pode dizer que eles não colocaram a sua própria inclinação e perspectiva sobre a outra pessoa?
Mesmo quando parece que conhecemos em primeira mão a alguém, pode ser que interpretemos mal as suas motivações e atitude interior.
Nunca podemos saber o que está acontecendo dentro de uma pessoa. Cada um está lutando suas próprias batalhas e tentando ser uma pessoa melhor em sua própria maneira. Não podemos esperar que todos estejam na fase de santidade nesta encarnação.

COMO NÓS GOSTARÍAMOS DE SER JULGADOS?

Quando fazemos algo de bom, naturalmente, queremos que o mundo inteiro saiba sobre aquilo. Mas, quando fazemos algo ruim ou infeliz, nós preferimos que aquilo seja mantido em segredo.
Se tomamos prazer nas desgraças das pessoas, então é um grande erro, e é provável que aconteça conosco.

COMO SER MENOS CRÍTICO

Seja simpático

Quando vemos alguém fazendo algo errado, nós podemos sentir que aquilo é algo que nós poderíamos estar fazendo de errado também.
Ironicamente, quando nós criticamos as falhas nos outros, muitas vezes temos os mesmos erros em nós mesmos.
Se nos lembrarmos que estamos tão propensos a julgar e fazer a coisa errada, então isso nos dá mais compaixão e compreensão.

SEJA SOLIDÁRIO, NÃO CRITIQUE!

Julgar os outros raramente ajuda a mudar o comportamento do outro para melhor. Ser solidário pode mudar.

CONCENTRE-SE EM SER FELIZ

Quando ficamos atolados em julgar os outros, nós não vamos ganhar muita felicidade.
A felicidade vem de apreciar as coisas boas da vida, não para dar sermões sobre as falhas do mundo.

OLHE PARA AS PESSOAS COMO UMA GRANDE FAMÍLIA

Se um relativo próximo de nós faz algo errado, estamos mais dispostos a perdoar e ver as suas melhores qualidades. Ao julgar colegas de trabalho ou amigos, tente vê-los como uma extensão de sua família, de você, isto nos dará uma abordagem mais compreensiva.

ESTAR CERTO NÃO É COISA MAIS IMPORTANTE

Ao julgar os outros, há um forte desejo de estar certo e apontar os outros como errados. Mas a vida não é sobre estar certo. É sobre silenciosamente dar uma contribuição positiva.

JULGUE SOMENTE A SI MESMO

“Por que você olha para mancha de serragem no olho do teu irmão e não presta atenção á madeira no seu próprio olho” Mateus 7:03
Se tivermos de julgar, porque não julgar a si mesmo e ver como você pode melhorar a si mesmo como pessoa?
Não cometa o erro de culpar as suas dificuldades em outros. As dificuldades vêm de algum defeito no nosso próprio caráter.

LIDANDO COM PESSOAS CRÍTICAS

Algumas pessoas são muito críticas.
Eles têm o hábito de fazer-nos sentir pequenos/culpados. Além disso, incentiva-nos a ser críticos de volta; nós começamos a nos defender ou começamos a julgar os outros – unindo em seu jogo de julgar as pessoas.
Também pode ser difícil discordar de pessoas críticas, já que muitas vezes eles podem ter profunda convicção em suas crenças.
A melhor maneira de lidar com as pessoas críticas é em não desafiá-las diretamente, mas, permitir-lhes seguir o seu caminho, enquanto mantemos a nossa abordagem tranqüila.
Não se preocupe em ter a última palavra ou defender-se. Se eles estão realmente fazendo críticas injustas de amigos ou sobre você, você sempre pode apontar para as boas qualidades. Mas, é improvável que você mude a natureza da pessoa, por isso não espere muito.

Fonte:

http://www.hierophant.com.br/arcano/posts/view/Yoga/1702