São bonitas, não importa…

 

Choro bandido
Edu Lobo – Chico Buarque/1985
Para a peça O corsário do rei de Augusto Boal

Mesmo que os cantores sejam falsos como eu
Serão bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo miseráveis os poetas
Os seus versos serão bons
Mesmo porque as notas eram surdas
Quando um deus sonso e ladrão
Fez das tripas a primeira lira
Que animou todos os sons
E daí nasceram as baladas
E os arroubos de bandidos como eu
Cantando assim:
Você nasceu para mim
Você nasceu para mim

Mesmo que você feche os ouvidos
E as janelas do vestido
Minha musa vai cair em tentação
Mesmo porque estou falando grego
Com sua imaginação
Mesmo que você fuja de mim
Por labirintos e alçapões
Saiba que os poetas como os cegos
Podem ver na escuridão
E eis que, menos sábios do que antes
Os seus lábios ofegantes
Hão de se entregar assim:
Me leve até o fim
Me leve até o fim

Mesmo que os romances sejam falsos como o nosso
São bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo sendo errados os amantes
Seus amores serão bons

Figura – Orlando Morais

A mim não importa ser a sombra
quando você é a figura
ser a situação quando você é o assunto

Eu nasci pra estar ao seu lado
mesmo se não estamos juntos
e é por isto que quando gritas
permaneço calado
como o sol determina
retrato falado, meu pé de laranja lima
nós somos assim como um desenho
talvez reflexo e refletor

Você, as imagens que tenho
as que quero
as que tenho amor

Figura – Orlando Morais

 

Katie Melua – I Will Be There…

The UK/Euro winter concert series with 23-piece Gori women’s choir is on sale now. Tickets at http://katiemelua.com

Katie performs ‘I Will Be There’ – the first single from her new album ‘Ketevan’

Orchestra: Docklands Sinfonia
Conductor: Mike Batt
Words/Music/Arr: Mike Batt
Produced by Mike and Luke Batt
Video directed and edited by Michael Dunne for Dramatico Entertainment Ltd
http://www.katiemelua.com

Available on Amazon: http://amzn.to/12fSnnE

Available on iTunes:
Single: http://smarturl.it/IWillBeThere
Album: http://smarturl.it/Ketevan

Lyrics:

She is like the lady down the road
Or just the woman up the street,
Like any mother you may know.
To me, she is the one who had it planned
To lead us all to Wonderland,
She always wanted us to go,
And she said:
Don’t ever be lonely,
Remember, I’ll always care.
Wherever you may be
Remember I will be there.
And like another lady that we know
She has a smile so bright and sweet,
And hair as white as driven snow;
Though life is never easy day to day,
She has a very special way
To make us smile when we are low.
And she says:
Don’t ever be lonely
Remember, I’ll always care.
Wherever you may be
Remember I will be there.
Don’t ever be lonely
Remember, I will be there.
I will be there.
I will be there.

Hoje é dia da Poesia… Tom Jobim

Eu amo poesia, música e fotografia…

Tom, poeta e músico, cantou uma história…  “a meia luz”

Uma linda cena aonde ao mesmo tempo em que o sol se põe a lua nasce…

Fotografia :))

E viva a poesia!

Paula Morelenbaum, Jaques Morelenbaum & Ryuichi Sakamoto – Fotografia (Photograph) by Antonio Carlos Jobim

-uploaded in HD at http://www.TunesToTube.com

Saudade… (sempre) por Jane Duboc

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Sempre fui fã de Jane Duboc e faltava colocá-la em meu “livro de recortes”. Agora sim!

Ela que ouço tanto! Ela que tem embalado e enriquecido com sua música e voz suaves a trilha sonora da minha vida.

Hoje a assisti no programa Som do Vinil, programa muito bom que só tem um defeito: é bem “curtinho” deixando sempre um gosto de “quero mais”. O destaque foi o vinil Languidez gravado pela Duboc.

Parabéns Charles Gavin por trazer a tona e a nossa memória o que há de melhor na nossa música! (sextas a noite no Canal Brasil).

A música em destaque foi o ponto alto do programa marcado por grande comoção; chorei com ela a Saudade; saudade essa que todos trazemos dentro de nós das coisas já passadas… Saudade que embarga a voz, trava… Alias a Jane Duboc assim como quando canta, parece ter a emoção a flor da pele, sempre!

 

 

Inda que eu me feche
E jure nunca mais te ver,
Tens o meu segredo
E a chave que me abre em teu poder.
Sabes como entrar,
Por onde vir.
Por que não aprendes a sair de mim?
Inda que eu a seque,
A fonte volta a murmurar.
Contra a correnteza,
Sou tão fraco,
Não posso nadar.
Tuas águas me levando assim,
Cada vez mais,
Pra longe de mim.
Tuas águas me levando assim,
Cada vez mais,
Pra longe de mim.
Inda que eu apague,
O fogo volta a se acender.
E esta saudade,
Esta vontade de te ver.
Tua chama vai queimando assim,
O pouco de paz que existe em mim.
(Saudade)
Jane Duboc interpretando Flavio Venturini