AO SABOR DO VENTO…

Lindos… Kleiton e Kledir SIM!?

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Ao Sabor do Vento

Kleiton e Kledir

Vou pra onde o vento vai
Vou pro lado que soprar
Por aí
Seja aonde for
Vivo ao sabor do vento

Mando um verso pelo ar
Pois eu sei, em algum lugar
É ali
Que você está
Cabelo solto ao vento

Se a sorte ajudar
Vou passar pra te buscar
E aí
Seja o que for
Nós, ao sabor do vento.

Matando a saudade de Kleiton e Kledir:

http://www.youtube.com/watch?v=CF-Si6he6FY&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=GsJ0jvezVus&feature=related

 http://www.youtube.com/watch?v=IvLUW2y62lo&feature=related

Site Oficial – – BLOGS –  biografia do dupla, fotos, vídeos, projetos atuais, etc:

http://www.kleitonkledir.com.br/

http://blogkleitonprincipal.blogspot.com/

http://blogdokledir.blogspot.com/

SOMOS UM PAR, PRODUTO DE UM SONHO…

Busco na vida instantes de prazer

E então eu amo.

Amo Você.

Encanto-me.

Compasso minha vida com teu peito,

Ás vezes, desafinadamente,

E aí me queixo

Apaixonadamente.

Procuro em vitrines: presentes.

Mando flores.

Tudo urgente.

Tudo cores

Para o nosso quadro de amor.

Sem nexo,

Na pura emoção.

Complexo para quem não ama.

Mas real mesmo com a ilusão.

Na noite olho o céu

E percebo que se tirar o seu véu

Vou te ver

Inocente e linda,

A mercê de Deus.

Deixaria de dormir

Para te ver sonhar.

Vê-la sorrir em meio ao sono.

Feliz

Em vê-la feliz.

Somos um par,

Produtos de um sonho.

Pacifico-me na tua paz,

Vivo na tua sina,

Embebedo-me na tua voz.

Será real a minha doce menina?

E quando indago me calo.

Medito no silêncio à tua procura

E te encontro no chakra* do peito

E deleito em minha imaginação.

Vazo o fundo da razão,

Colho o amor mais que perfeito,

Levanto os olhos ao céu e agradeço,

Verdade que meio sem jeito,

Afinal, será que mereço?

Se não mereço

Não lamento nem reclamo,

Às vezes, sequer agradeço,

Apenas “Amo”.

Amo-te a cada aurora,

A cada dia,

A cada hora.

– A cada aurora –

Paulo Rogério da Motta


http://paulorogeriodamotta.blogspot.com/2012/01/paulo-rogerio-da-motta-cada-aurora.html?showComment=1327501172802

PS: Para o meu amor eu o recitaria no masculino…

E fica perfeito porque o amor não tem sexo… 

Seja qual for o seu amor… Apenas AME…

*canais dentro do corpo humano por onde circula a energia vital

A incrível história de VIVIAN MAIER…

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John Maloof, agente imobiliário, estava interessado em adquirir fotografias antigas da cidade de Chicago, nos Estados Unidos, quando, num leilão em 2009, adquiriu um material de conteúdo incerto. Pagou 400 dólares. “Encontrei um registro histórico de rara beleza: 3 mil fotografias, fitas de áudio, câmeras e quase 100 mil filmes não revelados.” Eram os pertences fotográficos de uma babá que mantinha o hábito de fotografar as ruas de Chicago nas décadas de 50 e 60. Seu nome era Vivian Maier.

Vivian nasceu em New York em 1 de fevereiro de 1926, filha de mãe francesa e pai austríaco. Por razões desconhecidas, o pai a abandonou próximo do ano 1930. Por isso, sua família voltou à França, onde Vivian cresceu. Ao voltar para os Estados Unidos aos 25 anos,trabalhou numa loja de doces. Aos 40, dedicou-se a cuidar de crianças. Descrita como excêntrica e intelectualizada, adorava inventar programas nada óbvios. Lane Gesburg, cuidado por Vivian de 1956 a 1972, revela: “Era nossa Mary Poppins. Levava-nos a exibições de filmes de arte e a passeios por plantações de morango”.

Vivian era um pouco de Diane Arbus, com Amélie Poulain. Sua personalidade era bastante distinta; era anticatólica, feminista, socialista e crítica de cinema. Vestia-se diferente das mulheres de sua época. Jaquetas, saias, sapatos masculinos e chapéu, um chapéu enorme, que era sua marca visual. Aprendeu inglês indo a teatros após voltar da França, mas seu sotaque se manteve. Segundo famílias que a empregaram, Vivian não tinha nenhum contato exterior; não utilizava o telefone, não escrevia nem recebia cartas. No fim da década de 90, desempregada e com problemas financeiros, deixou suas coisas num depósito e mudou-se para um abrigo.

Até seu material ser encontrado em 2009 pelo corretor imobiliário, ninguém tinha conhecimento algum sobre seu envolvimento com a Fotografia. Sua obra é composta, em grande parte, por retratos de crianças. Poética e bastante intimista, a sensibilidade de Vivian se desenvolveu ao longo de seu trabalho como babá e se manifestou secretamente em seu envolvimento com a arte.

Infelizmente, Vivian morreu poucos dias antes de sua obra ser descoberta. Em 21 de abril de 2009, a fotógrafa-babá faleceu. Em 2008, havia escorregado no gelo e batido a cabeça, mas não se recuperou. Exatamente dois anos depois de sua morte, John inaugurou o site oficial de Vivian Maier. Também é responsável pelo livro “Vivian Maier: American Street Photographer” e pelo documentário “Finding Vivian Maier”.

(Fonte: http://fotografeumaideia.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=1882&Itemid=137)

Acesse os links abaixo e saiba mais sobre o Festival que sediou a exposição

do maior fenômeno da fotografia dos últimos tempos (24/Julho/2011):

http://londonstreetphotographyfestival.org/diary/vivian-maier-a-life-uncovered

http://www.youtube.com/watch?v=0B2dS6KAxHI&feature=related

Visite também:

http://vivianmaier.blogspot.com/

http://vivianmaierprints.com/

http://www.vivianmaier.com/

http://www.wimp.com/photographernanny/

REQUER SENSIBILIDADE… (Há ritual em tudo o que é vivo)

Colcha de Retalhos

Trabalho artesanal que realiza a proeza de fazer novo o que é velho.

Nossas memórias são como pequenos retalhos que recuperam o viço da beleza quando postos ao lado dos outros.

O processo de uma colcha de retalhos é muito interessante. Requer sensibilidade para perceber os contrastes que serão bonitos quando, ao final, forem vistos no contexto do todo.

Esta forma de artesanato trabalha a partir de tecidos que tiveram histórias desconhecidas. São oriundos das mais diversas situações. Tecidos de festas, tecidos de morte, tecidos do cotidiano, todos encontrando o destino de mãos de mulheres, (pessoas) que os costuram em trama única. Mulheres que de maneira ritual e sensível, reconciliam as diferenças do mundo. O tecido pobre, opaco, ganha vida ao ser costurado ao lado do tecido sedoso e vibrante. Tecer colchas de retalhos é como realizar um ritual. É descobrir os caminhos que os próprios tecidos sugerem. Há uma notícia escondida em cada cor. Há um sentimento abscôndito em cada retalho, coisas que aos tempos idos pertencem. A vida se registra com generosidade sobre as coisas. Eu creio nisso. É como se houvesse uma memória em cada fragmento da materialidade que nos rodeia. Sei que isso fere alguns princípios para muitos, mas não importa. Busco socorro na conclusão sugestiva de uma frase antiga e atual argumentada de forma brilhante: “O coração tem razões que a própria razão desconhece”.

É verdade.  A razão humana não pode abarcar todos os mistérios que nos envolvem. Experimento isso o tempo todo.

A vida me afeta. A vida me provoca.

Adentro algumas realidades que não podem ser dissecadas a partir dos princípios da razão científica. O que delas sorvo, de alguma maneira fica armazenado em mim. São meus retalhos. Retalhos de alegria, retalhos de tristeza, retalhos de esperança, retalhos de desespero.

Vez em quando eu preciso costurá-los também. Uso a mesma técnica das mulheres que tecem colchas.

Escolho os retalhos tristes e procuro dispersá-los no meio de retalhos felizes.

Eles não deixam de existir, mas ganham um novo aspecto. Perdem o poder opressor que possuíam quando eram solitários. Esse ritual me recorda o conceito de Redenção, tema tão caro aos contextos religiosos. Redimir é tirar o outro de situação desfavorável e elevá-lo. O retalho triste ficará menos triste ao ser posicionado ao lado do retalho feliz.

O encontro gera o equilíbrio. É como a dissonância na sinfonia. A nota triste é utilizada para preparar a chegada da alegria.

As regras da vida estão esparramadas pelos quatro cantos do mundo. Colchas e sinfonias podem servir como manual de instrução para uma vida melhor. O que precisamos é observar melhor o mundo que nos cerca. Há ritual em tudo o que é vivo.

Só precisamos descobrir o movimento do rito e nele entrar. É como se houvesse uma música sendo entoada. Precisamos ouvir bem o que ela nos sugere.

Tenho visto muitas pessoas infelizes pela vida. As causas costumam ser as mesmas. Estão dançando fora do ritmo. Não escutaram bem a melodia que o tempo presente está lhes proporcionando.

Ignorar a ritualidade da vida é o mesmo que quebrar o seu encanto. Fazemos isso o tempo todo. Nossas pressas contemporâneas não nos permitem demoras. Estamos sempre atrasados. Mas o rito nos pede calma. Nasce o impasse. De alguma forma temos que ceder. Ou entramos no ritmo do rito, ou o ignoramos.

E dessa forma plantamos o futuro.

Hoje posso dizer que a pressa não valeu a pena.

Corri atrás do mundo que estava distante, mas me esqueci de viver o mundo que estava sob meus pés.

Só o rito pode bordar a rotina e revesti-la de beleza. A rotina de uma vida feliz é o sonho de todos nós. Mas como é possível descobrir este caminho, já que a vida é o lugar das contradições?

O mundo está cheio de sofrimentos e tragédias que nos enchem de indignação. Elas são universais e particulares. Os terremotos são diversos. Assolam solos, mas assolam almas. O sofrimento do mundo é questão que jamais poderemos esgotar em compreensão. Sobre suas razões temos indícios. O mundo criado é naturalmente limitado. Este é um deles. O limite é a mola propulsora que faz o sofrimento ganhar movimento. O que não podemos é perder a esperança. Sofridos ou felizes, o nosso destino deve ser um só: a vida.

Esse é o comprometimento que poderá fazer a diferença. Quanto mais estivermos comprometidos com a vida, maior será nossa possibilidade de diminuir os efeitos do sofrimento dos nossos dias. Diante dos contratempos, temos a possibilidade de assumir duas posturas. Podemos nos desesperar, ou podemos nos encher de novos motivos para o recomeço.

Esse é o código que diferencia um ser humano de todos os outros: a capacidade de recomeçar.

Nunca é tarde para costurar o retalho triste na trama da nossa história. O que não podemos é permitir que ele prevaleça deslocado, gritando suas mágoas, privando-nos da alegria nossa de cada dia.

Há sempre um alinhavo possível. Por mais frágil que seja, ele sempre valerá a pena. Ele é a garantia da continuidade. Ele é a certeza de que nada do que vivemos poderá ficar de fora de nossa colcha final.

(Cartas entre Amigos - sobre ganhar e perder - Gabriel Chalita e Pe. Fábio de Melo)

As lembranças são como uma colcha de retalho: cuidadosamente costuradas por mãos calejadas de esperança, fios de saudade, agulha feita de sonhos que não se cumpriram e os retalhos…Ah!!..Os retalhos são aqueles pedacinhos da vida memoráveis que dão gosto de costurar assim, montando um desenho totalmente novo de futuro!
http://borboletasdeinfinito.blogspot.com/2009/12/as-lembrancas-sao-como-uma-colcha-de.html
 
 
 

As Dores do Mundo – Arthur Schopenhauer

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Se a nossa existência não tem por fim imediato a dor,

pode dizer-se que não tem razão alguma de ser no mundo.

Porque é absurdo admitir que a dor sem fim,

que nasce da miséria inerente à vida e enche o mundo,

seja apenas um puro acidente, e não o próprio fim.

Cada desgraça particular parece, é certo, uma exceção,

mas a desgraça geral é a regra.

As Dores do Mundo – Arthur Schopenhauer

(“As Dores do Mundo” traz aforismos de Schopenhauer o Amor, A Morte, A Arte, A Moral, A Religião, A Política, O Homem e a Sociedade)