ROBERTO MENDES – OLHOS CANSADOS

A MELANCOLIA NA POESIA DE ROBERTO MENDES…

LINDA…

Asas que me querem levar pros cimos inalcançáveis do mundo

Algures do desalento nas noites imerecidas

Asas que não possuo, dos loucos e dos libertos.

Dos anjos inconformados de mãos postas, em súplica.

Trago nas palavras vestidas com o manto do não falado

Uma alegria prescrita no veio dos olhos baços

Asas de um corpo em pedaços, dos cultos secretos.

Asas que não possuo por muito peso que tenho

Os dias são como raízes e fincam dor nos meus olhos cansados

Olhos de máscara negra como a negra face do lago

Que abriga no fundo dos sonhos a triste poesia dos dias

Asas dos desalmados que seguem os passos do vento

Vento que varre os aromas,

Vento que varre os sorrisos

Vento que varre o desejo de ser um alado no mundo…

Conheça um pouco mais sobre este disco… ouça a suave voz de Roberto Mendes…

http://www.discosdobrasil.com.br/discosdobrasil/consulta/detalhe.php?Id_Disco=DI01542

mais sobre ROBERTO MENDES:

 http://www.atarde.com.br/jeitobaiano/?p=1064

http://www.noticentro.com.br/index.php?sec=noticias&funcao=vernoticia&id=6863

OLHE PARA TODOS AO SEU REDOR… Clarice Linspector

 

 

A Nossa Vitória de Cada Dia

 

Olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceite o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos.

Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer a sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar a nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gaffe.
Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingénuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer «pelo menos não fui tolo» e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia.

Clarice Lispector, in ‘Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres’

 

ww.google.com

 

 

 

 

O OLHAR DE KIKA DOMINGUES – 5 ANOS

By Kika Domingues e Kika Domingues by amigos

Dia de deixar algo além do meu olhar, e dizer:

que este espaço nasceu por AMOR, e por AMOR ele continua…

Que aqui atravessei os oceanos e os vazios da minha alma e que,  apesar de tudo,

e principalmente do tempo, estou mais leve, mais forte, agradecida por tudo, SEMPRE!

Que penso que Olhar é aprender a ver além do que está a sua frente…

Que entendo que são os sentidos que alimentam a alma…

E, ai de nós, não fossem os poetas e os músicos… Ai de nós não fosse a música e a poesia.

Agradecer a Deus; aos poetas, músicos, fotógrafos…

 Aos artistas em todas as suas expressões (amadores ou não) por oferecer,

uma porta, uma janela, uma saída, um caminho por onde tento entender

 os mais profundos sentimentos da alma, nessa viagem interminável e sem fim,

através do meu simples e humilde olhar…

O OLHAR DE KIKA DOMINGUES.

AO MEU DOCE FANTASMA…

Christeamo Domingues, sábados, dias úteis e feriados.

Seu olhar comove montanhas.

Compartrilhar contigo é mais que divertido.

Você faz a minha cegueira de sol VIDA.

Nem gosto do meu silênciocioso refugio.

Combato palmas a tudo.

Esse mistédio que me cerca,

Quero que dilua no céu.

Vou colher girasorte cor de ouro

Para levitar a você.

Quero te escreVER de perto.

Recifiz meu desejo.

Agora deixo um beijogado

Nos teus labiosrintos.

(Gerson Wiech  17/03/2011)

Life in a Day – YouTube – VIDA DIGITAL – Notícia – VEJA.com

 

O documentário colaborativo Life in a Day,

 criado a partir de vídeos enviados por usuários do YouTube,

estreia nos Estados Unidos no dia 24 de julho.

viaDocumentário colaborativo produzido por usuários do YouTube estreia em julho nos Estados Unidos – Vida Digital – Notícia – VEJA.com.

 

 

 

OS POEMAS EM MIM…

 

 

Os poemas são pássaros
que chegam não se sabe de onde
e pousam no livro que lês.
Quando fechas o livro,
eles alçam vôo como de um alçapão.
Eles não têm pouso nem porto;
alimentam-se um instante
em cada par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti…

Mário Quintana

 

 

SEU AMOR É UM OCEANO… SHEILA CHANDRA – EVER SO LONELY

 

 

Sheila Chandra (Londres, 14 de abril de 1965) é uma cantora pop britânica com ascendência Indiana.

Quando adolescente ela formou a banda Monsoon junto de Steve Coe (que se tornou o produtor da banda),

 e de Martin Smith. Monsoon criava uma fusão entre o pop ocidental e a música popular Indiana,

leia mais…  http://pt.wikipedia.org/wiki/Sheila_Chandra

 

 

 

http://www.sheilachandra.com/