“E um império, dois rios e mais um continente… Que era meu…”

Flor de Maio - Foto Kika Domingues

A arte de perder

A arte de perder não é nenhum mistério;

Tantas coisas contêm em si o acidente
De perdê-las, que perder não é nada sério.

Perca um pouquinho a cada dia.
Aceite, austero, A chave perdida,a hora gasta bestamente.

A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
Lugares, nomes, a escala subseqüente Da viagem não feita.
Nada disso é sério.

Perdi o relógio de mamãe.

Ah! E nem quero Lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.

Perdi duas cidades lindas.
E um império Que era meu, dois rios, e mais um continente.

Tenho saudade deles.
Mas não é nada sério.

– Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda nada.
Pois é evidente que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que pareça (Escreve!) muito sério

(Elisabeth Bishop)

Aniversário! 7 anos colecionando sentimentos, cores, imagens e som…

No corre-corre esqueci o aniversário

do Olhar de Kika Domingues…

Masss, ainda vale ! Vale a pena comemorar!

Eu continuo sem conseguir escrever…

Mas aos poucos vou aprendendo a fazer poesia com os olhos.

Vou  melhor assim!

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“Porque eu só preciso de pés livres,

de mãos dadas, e de olhos bem abertos.”

(…e a máquina fotográfica na mão!)

– Guimarães Rosa entre aspas –

MÚSICA E MAGIA…

“Catando” músicas por aí encontrei essa música linda… MÁGICA!

Fui atrás pra ver a que ela se referia e encontrei mais informações.

Tudo tão belo… Tenho que achar esse filme rsss

Projeto da Ilustradora Rébecca Dautremer, agregando seu talento para o

cinema de animação com o filme Kerity: La Maison des Contes .

Dirigido por Dominique Monféry, o filme conta a história de um pequeno rapaz,Nathaniel,

que ao herdar a biblioteca da tia terá oportunidade de experienciar as aventuras dos seus livros.

Magia, encantamento e música da melhor qualidade

Para mais um pouco de magia:

SOMENTE PELA ARTE…

Véu de Fogo - Foto Kika Domingues

Somente pela arte podemos sair de nós mesmos, saber o que um outro vê desse universo que não é o mesmo que o nosso e cujas paisagens permaneceriam tão desconhecidas para nós quanto as que podem existir na lua. Graças à arte, em vez de ver um único mundo, o nosso, vemo-lo multiplicar-se, e quantos artistas originais existam tantos mundos teremos à nossa disposição, mais diferentes uns dos outros do que aqueles que rolam no infinito e, muitos séculos após se ter extinguido o foco do qual emanavam, chamasse ele Rembrandt ou Vermeer, ainda nos enviam o seu raio especial.

Marcel Proust, in ‘O Tempo Reencontrado’

http://www.citador.pt/textos/somente-pela-arte-podemos-sair-de-nos-mesmos-marcel-proust