Amor, Amor… Sueli Costa por Joyce Moreno

Amor Amor
Sueli Costa e Cacaso

Quando o mar
Quando o mar tem mais segredo
Não é quando ele se agita
Nem é quando é tempestade
Nem é quando é ventania
Quando o mar tem mais segredo
É quando é calmaria

Quando o amor
Quando o amor tem mais perigo
Não é quando ele se arrisca
Nem é quando ele se ausenta
Nem quando eu me desespero
Quando o amor tem mais perigo
É quando ele é sincero

Tudo é tão comum sem ter você…

Toninho Horta & Grupo Cobra Coral

 

Quadros Modernos

Pode ser
Flores de Monet
Mar de girassóis
Tudo é tão comum
Sem ter você
Pode ser
Tela de Guignard
Sol de Renoir
Cores de cristal iluminando o dia
Pode ser
Filme de Godard
Torres de Gaudi
Um desenho a giz
Vou ser feliz
Pode ser
E que seja assim
Se é pra sonhar
Não seja no fim

Pode ser
Chuva da manhã
Curvas de Rodin
Tudo é tão comum
Sem ter você
Pode ser
Sonhos de Dali
Traços de Miró
Só a sua luz me ilumina a vida
Pode ser
O Abaporu
Portinari azul
Tudo é tão igual
É tão comum
Pode ser o que imaginar
Sem você aqui
Só resta sonhar

100 anos do TOM :))

Dedicados à obra de Antonio Carlos Jobim já lançados, os CDsJobim Jazz (2007) e + Jobim Jazz (2011), o violonista, arranjador e produtor Mario Adnet apresentou arranjos jazzísticos para canções menos óbvias do maestro, selecionadas a partir de pesquisas na riquíssima obra de Tom Jobim. Vale a pena assistir todos os vídeos desse lindo projeto musical.

Tom, que Deus o tenha em um lugar maravilhoso!

Habitar-me tu…

 

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By Kika Domingues

 

Às vezes tu me habitas como ruídos a uma casa,

como marcas a um rosto que por elas se define

e te lembrar é voltar ao que há de mais meu em mim mesma,

à parte de mim mesma que me revela e me assombra.

 

Às vezes eu quase te esqueço,

quase te perco

e quase sou completamente triste

e quase sou completamente outra

sem a interrogação onipresente dos teus olhos,

sem a incompreensão cúmplice da tua voz.

 

Estás em mim e não há nada a fazer,

mesmo a meio da noite,

quando és um vazio cheio de pontas,

mesmo a meio da frase,

quando és um gole de ar no lugar do teu nome.

 

Tu és meu porque de ti sou feita

e negar-te a mim seria parir-me ao contrário.

 

Aceito assim meu ofício de habitar-me tu –

ainda que a mim nunca regresses,

mesmo que de mim jamais tenhas partido.

(Patrícia Antoniete – 14/01/2009)