CONDENADA A SER LIVRE…

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Realmente, só pelo fato de ser consciente

das causas que inspiram minhas ações,

estas causas já são objetos transcendentes para minha consciência;

elas estão fora. Em vão tentaria apreendê-las.

Escapo delas pela minha própria existência.

Estou condenado a existir para sempre além da minha essência,

além das causas e motivos dos meus atos.

Estou condenado a ser livre. Isso quer dizer que nenhum limite

para minha liberdade pode ser estabelecido

exceto a própria liberdade, ou, se você preferir;

que nós não somos livres para deixar de ser livres.

[Jean-Paul Sartre, in O Ser e o Nada (1943), Quarta Parte]

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