A LUTA GUARANI…

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Sobre o site A Luta Guarani

“A Luta Guarani é um site reportagem sobre a grave situação dos povos indígenas Kaiowá e Guarani no Mato Grosso do Sul, criado por Felipe Milanez em colaboração com Maíra Kubík Mano e Paulo Padilha.
Este trabalho é uma homenagem ao cacique Nísio Gomes, assassinado por pistoleiros dentro do territorio tekohá Guaiviry. Assim como outras dezenas lideranças indígenas que foram assassinadas nos últimos anos lutando pelos direitos de seus povos. E outras lideranças indígenas que estão ameaçadas de morte por defender os direitos de seus povos.”

visite o site  http://lutaguarani.wordpress.com/

Fotografia de divulgação do site a Luta Guarani

Marcelo Freixo em defesa dos Guarani-Kaiowá (MS) e do Museu do Índio (RJ), no plenário da Alerj, em 24/10/12.

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ELIANE BRUM sobre a Luta Guarani; em 22 de outubro de 2012

Eliane Brum, jornalista, escritora e documentarista (Foto: ÉPOCA)

– Pedimos ao Governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas decretar nossa morte coletiva e enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar nossa extinção/dizimação total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar nossos corpos. Este é o nosso pedido aos juízes federais.

O trecho pertence à carta de um grupo de 170 indígenas que vivem à beira de um rio no município de Iguatemi, no Mato Grosso do Sul, cercados por pistoleiros. As palavras foram ditadas em 8 de outubro ao conselho Aty Guasu (assembleia dos Guaranis Caiovás), após receberem a notícia de que a Justiça Federal decretou sua expulsão da terra. São 50 homens, 50 mulheres e 70 crianças. Decidiram ficar. E morrer como ato de resistência – morrer com tudo o que são, na terra que lhes pertence.

Há cartas, como a de Pero Vaz de Caminha, de 1º de maio de 1500, que são documentos de fundação do Brasil: fundam uma nação, ainda sequer imaginada, a partir do olhar estrangeiro do colonizador sobre a terra e sobre os habitantes que nela vivem. E há cartas, como a dos Guaranis Caiovás, escritas mais de 500 anos depois, que são documentos de falência. Não só no sentido da incapacidade do Estado-nação constituído nos últimos séculos de cumprir a lei estabelecida na Constituição hoje em vigor, mas também dos princípios mais elementares que forjaram nosso ideal de humanidade na formação do que se convencionou chamar de “o povo brasileiro”. A partir da carta dos Guaranis Caiovás, tornamo-nos cúmplices de genocídio. Sempre fomos, mas tornar-se é saber que se é.

( continue lendo: http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2012/10/decretem-nossa-extincao-e-nos-enterrem-aqui.html)

Fotografias de Felipe Redondo (índios da etnia guarani-caiová)

http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/fotos/2011/12/guarani-caiova.html

Fotografia de divulgação pertencente ao site " A Luta Guarani"
Fotografia de divulgação pertencente ao site ” A Luta Guarani”
Fotografia de divulgação pertencente ao site " A Luta Guarani"
Fotografia de divulgação pertencente ao site ” A Luta Guarani”

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