A incrível história de VIVIAN MAIER…

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John Maloof, agente imobiliário, estava interessado em adquirir fotografias antigas da cidade de Chicago, nos Estados Unidos, quando, num leilão em 2009, adquiriu um material de conteúdo incerto. Pagou 400 dólares. “Encontrei um registro histórico de rara beleza: 3 mil fotografias, fitas de áudio, câmeras e quase 100 mil filmes não revelados.” Eram os pertences fotográficos de uma babá que mantinha o hábito de fotografar as ruas de Chicago nas décadas de 50 e 60. Seu nome era Vivian Maier.

Vivian nasceu em New York em 1 de fevereiro de 1926, filha de mãe francesa e pai austríaco. Por razões desconhecidas, o pai a abandonou próximo do ano 1930. Por isso, sua família voltou à França, onde Vivian cresceu. Ao voltar para os Estados Unidos aos 25 anos,trabalhou numa loja de doces. Aos 40, dedicou-se a cuidar de crianças. Descrita como excêntrica e intelectualizada, adorava inventar programas nada óbvios. Lane Gesburg, cuidado por Vivian de 1956 a 1972, revela: “Era nossa Mary Poppins. Levava-nos a exibições de filmes de arte e a passeios por plantações de morango”.

Vivian era um pouco de Diane Arbus, com Amélie Poulain. Sua personalidade era bastante distinta; era anticatólica, feminista, socialista e crítica de cinema. Vestia-se diferente das mulheres de sua época. Jaquetas, saias, sapatos masculinos e chapéu, um chapéu enorme, que era sua marca visual. Aprendeu inglês indo a teatros após voltar da França, mas seu sotaque se manteve. Segundo famílias que a empregaram, Vivian não tinha nenhum contato exterior; não utilizava o telefone, não escrevia nem recebia cartas. No fim da década de 90, desempregada e com problemas financeiros, deixou suas coisas num depósito e mudou-se para um abrigo.

Até seu material ser encontrado em 2009 pelo corretor imobiliário, ninguém tinha conhecimento algum sobre seu envolvimento com a Fotografia. Sua obra é composta, em grande parte, por retratos de crianças. Poética e bastante intimista, a sensibilidade de Vivian se desenvolveu ao longo de seu trabalho como babá e se manifestou secretamente em seu envolvimento com a arte.

Infelizmente, Vivian morreu poucos dias antes de sua obra ser descoberta. Em 21 de abril de 2009, a fotógrafa-babá faleceu. Em 2008, havia escorregado no gelo e batido a cabeça, mas não se recuperou. Exatamente dois anos depois de sua morte, John inaugurou o site oficial de Vivian Maier. Também é responsável pelo livro “Vivian Maier: American Street Photographer” e pelo documentário “Finding Vivian Maier”.

(Fonte: http://fotografeumaideia.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=1882&Itemid=137)

Acesse os links abaixo e saiba mais sobre o Festival que sediou a exposição

do maior fenômeno da fotografia dos últimos tempos (24/Julho/2011):

http://londonstreetphotographyfestival.org/diary/vivian-maier-a-life-uncovered

http://www.youtube.com/watch?v=0B2dS6KAxHI&feature=related

Visite também:

http://vivianmaier.blogspot.com/

http://vivianmaierprints.com/

http://www.vivianmaier.com/

http://www.wimp.com/photographernanny/

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